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Autor: Waly Salomao
Editora: Companhia das Letras
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“Qual é o parangolé?”, explica Waly Salomão a dada altura do perfil de Hélio Oiticica, “era uma expressão muito usada quando cheguei da Bahia para viver no Rio de Janeiro, e significava ‘O que é que há?’”. A mesma fluidez da gíria do morro aparece nos parangolés criados por Hélio Oiticica, objetos abertos à contingência e ao movimento. A trajetória de um dos mais relevantes artistas de vanguarda do século XX é desenhada com estilo e desenvoltura pelo poeta que não via limites para a experimentalidade e a ousadia. Um encontro de gênios, beneficiado pela proximidade dos dois interlocutores e amigos e pelo conhecimento de quem atuou como conselheiro do acervo de Oiticica e editor de seus textos.
Título: Helio Oiticica: Qual E O Parangole?
ISBN: 9788535925722
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 136
Ano copyright: 2015
Coleção:
Ano de edição: 2015
Edição: 1ª
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Autor: Waly Salomao
Waly Dias Salomão nasceu em 1943, em Jequié, Bahia, filho de pai sírio muçulmano e mãe beata sertaneja baiana. Sua obra Algaravias: Câmera de ecos ganhou o prêmio Alphonsus de Guimarães, da Biblioteca Nacional (1996), e o Jabuti, na categoria poesia, da Câmara Brasileira do Livro (1997). Preparou com Ana Duarte a obra póstuma do amigo e poeta piauiense Torquato Neto, morto em 1972, Últimos dias de Paupéria. Organizou e editou Alegria, alegria, de Caetano Veloso, e, com Lygia Pape e L. Figueiredo, Aspiro ao grande Labirinto, livro póstumo do artista plástico Hélio Oiticica, um de seus melhores amigos. O primeiro livro de poemas, Me segura qu’eu vou dar um troço, foi lançado em 1971. Os poemas presentes no título de estréia foram escritos durante a temporada na prisão, rabiscados na cela que ocupava no Carandiru. A diagramação ficou por conta de Hélio Oiticica. A partir da década de 70, o poeta se tornou uma referência constante na produção artística do país. Criou, junto com Torquato Neto, a emblemática revista Navilouca (1974), marco da poesia alternativa (marginal) brasileira. Também flertou diversas vezes com a MPB, realizando trabalhos em parcerias com nomes como Caetano Veloso, Antonio Cicero, Lulu Santos, João Bosco e Adriana Calcanhoto. Aproximou-se ainda do rock, produzindo, em 1997, o disco e o show Veneno Antimonotonia, para Cássia Eller. No início de 2003 foi nomeado Secretário do Livro e Leitura pelo ministro da cultura, Gilberto Gil mas só ficou a frente do cargo por quatro meses. Vítima de um câncer no intestino, ele morreu na manhã do dia 5 de maio daquele ano, no Rio de Janeiro, aos 59 anos. É autor de Lábia, Tarifa de embarque, O mel do melhor, Hélio Oiticica – Qual é o parangolé? e Pescados vivos (póstumo), entre outros.