Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens

Autor: Jean-Jacques Rousseau
Editora: L&PM

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Sinopse

"Qual a origem da desigualdade entre os homens?Esta pergunta atual, contundente e complexa fascinou Jean-Jacques Rousseau em meados do século XVIII. O filósofo, impressionado com a grandiosidade da questão, produziu o livro que o leitor tem em mãos. Publicado em 1755, o presente ensaio exerceu uma grande influência não somente no pensamento cultural e político da época – insuflando os líderes da Revolução Francesa em seu entusiasmo e na defesa apaixonada de seus ideais –, mas também serviu de base, mesmo que indiretamente, para diversos pensadores, como Proudhon, Marx e Heidegger.Rousseau, ao realizar este estudo crítico sobre a desigualdade, sustenta sua argumentação em dois grandes pilares: a instituição da propriedade privada – que seria o fator de grande ruptura na organização social da humanidade, desencadeador de guerras e crimes – e a ambiguidade da própria civilização, fruto do conflito entre o homem e a natureza, ao mesmo tempo perversa e impulsionadora do progresso.Aqui, Rousseau não aponta soluções para a desigualdade, mas identifica a natureza deste problema – para o qual O contrato social (1762) buscaria a cura.Os Editores"

Dados

Título: Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens

ISBN: 9786556662572

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14,2 x 21 x 1,1

Páginas: 184

Ano copyright: 2008

Ano de edição: 2022

Edição: 1ª

Participantes

Autor: Jean-Jacques Rousseau

Tradutor: Paulo Neves

Autor

JEAN-JACQUES ROUSSEAU

Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. Órfão de mãe, Rousseau foi abandonado pelo pai aos dez anos. Trabalhou como aprendiz de gravador até deixar a cidade natal, em 1728. Em Turim, converteu-se ao catolicismo e, como lacaio, seminarista, professor de música ou tutor, visitou muitas partes da Suíça e da França. Em 1732, estabeleceu-se durante oito anos em Chambéry (ou Les Charmettes), casa de campo de madame de Warens, recordada por Rousseau, nas Confissões, como um lugar idílico. Em 1741, foi para Paris, onde conheceu Diderot, que lhe encomendou os verbetes de música para a Enciclopédia. Os anos de 1750 testemunharam uma ruptura com Voltaire e Diderot, e seus escritos adquiriram um novo tom, de independência contestadora. Em seu Discurso sobre as ciências e as artes e no Discurso sobre a origem da desigualdade, mostrava como o desenvolvimento da civilização corrompia as virtudes naturais e aumentava a desigualdade entre os homens. Em 1758, atacou os ex-amigos, os enciclopedistas, na Carta a D’Alembert sobre os espetáculos, que ridicularizava a sociedade culta. Antes, em 1757, mudara-se para Montmorency, e os cinco anos que lá passou foram os mais férteis da sua vida. Seu notável romance A nova Heloísa (1761) teve um sucesso retumbante e imediato. Nele, e no Emílio, que veio a lume um ano depois, Rousseau invocava a inviolabilidade dos ideais pessoais contra os poderes do Estado e as pressões da sociedade. Sua filosofia política é coroada com Do contrato social, publicado em 1762. Nesse mesmo ano, escreveu um ataque à religião revelada, a Profissão de fé do vigário saboiano. Foi expulso da Suíça e fugiu para a Inglaterra, onde fez de Hume seu inimigo, e voltou a suas peregrinações continentais. Em 1770, completou suas Confissões. Passou seus últimos anos na França, onde morreu em 1778.