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Autor: Giorgio Agamben
Editora: Autêntica
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Esse tempo ulterior não é, porém, um outro tempo, algo como um tempo suplementar que se acrescenta, de fora, ao tempo cronológico; ele é, por assim dizer, um tempo dentro do tempo – não ulterior, mas interior – que mede apenas a minha defasagem em relação a ele, o meu ser em desvio e em nãocoincidência em relação à minha representação do tempo [...]. Podemos, então, propor uma primeira definição do tempo messiânico: ele é o tempo que o tempo leva para acabar– ou, mais exatamente, o tempo que empregamos para fazer acabar, para concluir a nossa representação do tempo. [...] o tempo operativo que urge no tempo cronológico e o trabalha e transforma a partir do interior, tempo do qual precisamos para fazer findar o tempo – nesse sentido: tempo que nos resta. Enquanto a nossa representação do tempo cronológico, como tempo no qualestamos, nos separa de nós mesmos, transformando-nos, por assim dizer, em espectadores impotentes de nós mesmos, – espectadores que olham sem tempo o tempo que escapa, o seu incessante faltar a si mesmos –, o tempo messiânico, como tempo operativo, no qual apreendemos e realizamos a nossa representação do tempo, é o tempo quenós mesmos somos – e, por isso, o único tempo real, o único tempo que temos.
Título: O tempo que resta: um comentario a carta aos romanos
ISBN: 9788582175095
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23
Páginas: 216
Ano copyright: 2016
Coleção: Filo
Ano de edição: 2016
Edição: 1ª
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Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. É um dos principais intelectuais de sua geração, autor de muitos livros e responsável pela edição italiana das obras de Walter Benjamin. Deu cursos em várias universidades europeias e norte-americanas, recusando-se a prosseguir lecionando na New York University em protesto à política de segurança dos Estados Unidos. Foi diretor de programa no Collège International de Philosophie de Paris. Mais recentemente ministrou aulas de Iconologia no Istituto Universitario di Architettura di Venezia (Iuav), afastando-se da carreira docente no final de 2009. Sua obra, influenciada por Michel Foucault e Hannah Arendt, centra-se nas relações entre filosofia, literatura, poesia e, fundamentalmente, política.