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Os africanos de origem banto tiveram importância fundamental na composição da história cultural brasileira durante os três séculos de escravidão. Ao contrário das demais tribos que ficaram restritas ao litoral e Minas Gerais, eles se espalharam por todas as regiões do país. Publicado pela primeira vez em 1999, o Novo dicionário banto do Brasil é considerado uma obra de referência pioneira na investigação das línguas africanas. Neste trabalho, o escritor Nei Lopes torna visível a presença africana na formação do português do Brasil, suavizando preconceitos que, ainda hoje, tentam mascarar essa imensa contribuição. Resultado da preocupação do autor e da editora com a qualidade das obras publicadas, esta nova edição do Novo dicionário banto do Brasil traz algumas novidades. Em primeiro lugar, o corpus foi cuidadosamente revisto, corrigido e ampliado pelo autor. Além disso, o texto teve a grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor no Brasil desde 2009, preservando-se assim seu valor como obra de referência em relação às raízes africanas do português falado no Brasil, particularmente no que se refere ao seu uso nas escolas do país.
Título: Novo Dicionario Banto Do Brasil
ISBN: 9788534704847
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 312
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2012
Edição: 2ª
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Autor: Nei Lopes
Nei Lopes nasceu em 1942, no subúrbio de Irajá, na cidade do Rio de Janeiro. Um dos mais importantes intelectuais e artistas da cultura brasileira contemporânea, é bacharel em Direito e Ciências Sociais, e doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Destacou-se como compositor e intérprete de samba, com parcerias memoráveis, como a que teve com Wilson Moreira, com quem criou o clássico “Senhora Liberdade”. Atuou nas escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro e Unidos de Vila Isabel, e gravou álbuns marcantes como A arte negra de Wilson Moreira e Nei Lopes (1980) e Samba de fundamento (2012). Além de compositor, Nei Lopes é poeta e ficcionista, com obras como o poemário Poétnica (Mórula, 2014) e o romance Rio Negro, 50 (Record, 2015), sempre ancoradas na cultura negra brasileira. Com mais de vinte títulos publicados, também é coautor, ao lado de Luiz Antonio Simas, de títulos fundamentais como Dicionário da história social do samba (Civilização Brasileira, 2015), Filosofias africanas (Civilização Brasileira, 2020) e Bantos, malês e identidade negra (Autêntica, 2021).