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Autor: Johann Wolfgang Goethe
Editora: Nova Alexandria
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A filosofia do século XVII, nas suas versões racionalista e empirista, com o corte que fazem entre qualidades primárias e secundárias, não podia ver as cores como problema do pensamento. A natureza pouco misteriosa das cores era perfeitamente analisável no campo da Física ou da Óptica. Já no século XVIII, com Hume, as cores parecem constituir-se numa bizarra exceção às leis associativas que constroem o mundo da experiência. E, em nosso século, Wittgenstein chegará à ideia (incompreensível do ponto de vista clássico) de uma lógica das cores. Nessa história da concepção das cores, a Doutrina de Goethe, (a que o leitor brasileiro tem agora acesso na tradução de Marco Giannotti) ocupa um lugar crucial. Pertencendo ao gênero peculiar da Naturphilosophie (que seria privilegiado pelo Romantismo Alemão), a Doutrina das Cores contrapõe-se a uma perspectiva estritamente físico-matemática, sugerindo que a óptica de Newton é cega para as cores. Goethe pretende fazer obra científica, mas sobretudo, redescobre a cor como fenômeno da experiência vivida – essa experiência cuja “verdade” só emerge de maneira pura com a pintura. Não se trata mais de uma física da luz e não se trata ainda de uma lógica das cores. Talvez pudéssemos dizer – com o risco de algum anacronismo – que, com este grande clássico da literatura e da filosofia, se esboça, pela primeira vez de forma sistemática, uma fenomenologia do visível.
Título: Doutrina das cores
ISBN: 9788574923727
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 20,8 x 1
Páginas: 212
Ano copyright: 1993
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Ano de edição: 2013
Edição: 4ª
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Johann Wolfgang von Goethe (Frankfurt am Main, 28 de agosto de 1749 – Weimar, 22 de março de 1832) foi o mais notável poeta da Alemanha e um dos maiores gênios de toda a literatura. O jovem Goethe estudou nas universidades deLeipzig e Estrasburgo. Em 1772 começou a praticar advocacia em Wetzlar. Por convite do duque Karl August, em 1775 passou a morar em Weimar, onde foi responsável por vários cargos políticos, tornando-se o principal conselheiro do duque. De 1786 a 1788, viajou pela Itália, na altura em que dirigia o teatro ducal em Weimar. Tomou parte nas guerras contra a França. Data desta altura a amizade com Schiller, que duraria até à morte deste, em 1805. Em 1806 casou-se com Christiane Vulpius. A partir de 1794 dedicou-se principalmente à literatura. São muitas e variadas as obras que Goethe produziu, contando-se, entre as de maior fama: Werther, de 1774, Os anos de aprendizagem de Wilhelm Meister, Ifigênia em Tauride, Torquato Tasso, etc. O mais célebre de todos seus trabalhos é Fausto, de 1808, talvez a maior obra que a lenda do doutor já produziu. Este notável drama compõe-se de duas partes, a última das quais só concluiu 24 anos depois da primeira e poucos dias antes de falecer. Escritor de admirável elegância de estilo e de imaginação poderosíssima, além de pensador profundo, Goethe abraçou todo o conjunto dos conhecimentos e dos interesses humanos, pressentindo e anunciando vários descobrimentos modernos. Tendo nascido em Frankfurt, morreu em Weimar cheio de glória e de admiração universal, havendo-se tornado também célebres as suas últimas palavras, pronunciadas já na agonia “Luz! Mais luz!”