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Autor: Friedrich Nietzsche
Editora: Vozes de Bolso
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Dos temas com que Nietzsche formou a espinha dorsal de sua filosofia, o da moral é um dos mais presentes, porque ele também foi o grande moralista, o analista da moral e o rebelado ante a sua improcedência. Rebelou-se contra a moral cristã, para ele uma moral de calúnia. Essa moral que fugia do homem verdadeiro para transformá-lo apenas num vencido, num odiador da vida, num conformado. Na moral burguesa que se instalava, Nietzsche viu a decadência da moral do cristianismo. Os últimos valores nobres se perdiam ante o burguês "prático", concupiscente, voraz, mesquinho.
Título: Genealogia da moral
ISBN: 9788532653536
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 10,7 x 18
Páginas: 176
Ano copyright: 2017
Coleção:
Ano de edição: 2017
Edição: 1ª
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Friedrich Wilhelm Nietzsche (Roecken, 1844-1900) foi um dos mais importantes filósofos do século XIX. De genialidade precoce, aos dez anos já fazia suas primeiras composições musicais e aos quatorze tornou-se professor numa Escola Rural. Estudou Filologia e Teologia nas Universidades de Bonn e Leipzig e, aos vinte anos, conheceu a obra do filósofo Schopenhauer, uma de suas maiores influências. Com apenas vinte e quatro anos foi chamado para a cadeira de Língua e Literatura Grega na Universidade da Basiléia, na Suíça. Ocupou-se também da disciplina de Filologia Clássica e foi professor durante dez anos. Em 1872, publicou seu primeiro livro, O nascimento da tragédia, ensaio que viria a se tornar um clássico na história da estética. Humano, demasiado humano, foi publicado em 1878, época em que as dores que o filósofo já sentia há algum tempo, começam a progredir. “De dor e cansaço estou quase morto”, escreve numa carta a uma amiga. Escreveu várias obras de ensaios e aforismos, até o início de 1889, quando enlouqueceu: A gaia ciência (1882), Assim falou Zaratustra (1883-1885), sua obra-prima, e Ecce homo e O Anticristo (ambas de 1888). Deixou também milhares de páginas de anotações, publicadas postumamente. Nietzsche exerceu (e continua a exercer) profunda influência sobre o pensamento e a literatura ocidentais.