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Autor: Padre Antonio Vieira
Editora: Vozes
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Muito tem sido publicado sobre a vida e a obra de Santo Antônio de Pádua, que se transformaria num dos maiores santos de veneração popular, principalmente no Brasil. Aí a história de Santo Antônio irá se cruzar com a de outro santo. Um homem que foi um dos grandes responsáveis pelo fato de Antônio de Pádua ser tão caro a nossos corações: Padre Antônio Vieira. Este livro, portanto, entra para a história por ser um santo contando sobre outro. Dois Antônios separados por cinco séculos de história e tão próximos nas ideias, na vocação. Sermões sobre Santo Antônio traz de presente para você os nove sermões de Padre Antônio Vieira em honra de Santo Antônio.
Título: Sermões Sobre Santo Antônio
ISBN: 9788532671233
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23 x 1,8
Páginas: 368
Ano copyright: 2025
Coleção:
Ano de edição: 2025
Edição: 1ª
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Autor: Padre Antonio Vieira
Antônio Vieira (Lisboa, 06/02/1608 — Salvador, 18/07/1697). Em 1616 sua família transferiu-se para Salvador (Bahia). Estudou no colégio jesuíta e entrou na Companhia de Jesus em 1623. D. João IV nomeou-o pregador régio em 1644 e de 1646 a 1650 ocupou-o em diversas embaixadas na França, Inglaterra, Holanda e Roma. De 1652 a 1661 foi Superior e Visitador das missões do Maranhão e Pará. Entre 1658 e 1660 redigiu o Regimento das Aldeias. O estatuto interno das missões portuguesas da Companhia de Jesus no Maranhão, Pará e Amazonas vigorou durante um século. Em seguida a uma revolta dos colonos, foi desterrado para o Porto em 1662 e denunciado à Inquisição por causa de seus escritos, sobretudo Esperanças de Portugal, quinto império do mundo. Para retirar a censura jurídica, apelou a Roma. Aí deslumbrou a corte pontifícia com sermões e discursos, e persistiu no combate contra o estilo da Inquisição portuguesa. Voltou para a Bahia em janeiro de 1681 e preparou suas obras para a publicação (Sermões e Chave dos profetas). Diplomata, reformador social, apóstolo e protetor dos índios, administrador, pregador e literato, com a palavra falada e escrita, sustentou ásperas batalhas a favor da pátria, da liberdade dos índios e dos cristãos novos. Vieira foi uma das maiores figuras do pensamento luso-brasileiro do século XVII. Pregava com a mesma facilidade, compreensão, elevação e beleza formal a escravos negros de um engenho de açúcar, a índios de catequese nas ribeiras do Amazonas, em momentos de crise nacional - despertando as consciências contra a invasão holandesa de Pernambuco e a castelhana de Alentejo - e sentia-se à vontade nos púlpitos da Bahia, do Maranhão, da capela real de Lisboa e da corte pontifícia de Roma.