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Um dos grandes poetas eróticos do Brasil conjuga neste livro seus versos mais arrojados, cheios de luxúria e humor, com o bom gosto e a sensualidade dos desenhos do conceituado artista plástico Evandro Salles. Não se trata apenas de um livro de poesia, é um objeto de coleção e de transgressão, uma viagem erótica pelas palavras afiadas do poeta e pelas curvas e contracurvas dos desenhos do artista.O autor avisa logo no primeiro poema: “muito sexo/pouco texto”. Mas, como todo o poeta, também Nicolas é um fingidor. E apesar do pouco texto de seus poemas, não é apenas o sexo, mas também o amor, a comédia e a aflição dos românticos, que se revelam ao longo de mais de trinta poemas. O músico Chico César não teve dúvidas quando leu Meio Seio: “Ai que sentimento baixo essa inveja maldita de não ter escrito esses poemas tão tesudos e ao mesmo tempo tão delicados, tão enxutos e tão molhados.”Nicolas Behr sempre gostou de transgredir e de celebrar o amor e o sexo. Quando, em 1977, lançou seu primeiro livro, foi preso no ano seguinte por porte de material pornográfico. Mas, em Brasília, onde Nicolas vivia, ao contrário dos agentes da ditadura, muitos olhavam-no já com admiração, como garante Chico César: “‘Deve comer a cidade inteira pra escrever deste jeito sobre ela’, fantasiávamos chauvinistas. A gente admirava o cara à distância, recitando seu poemas no meio da rua.”Muitos anos depois, Nicolas Behr consegue com ‘Meio Seio’ manter a insolência da sua poesia, o atrevimento de seus versos curtos e o humor de quem é capaz de escrever assim: “quer ver/ meus poemas?/ não/ quero ler/teus seios/ teus seios eu entendo.”
Título: Meio Seio
ISBN: 9788560160839
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 88
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2012
Edição: 1ª
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Autor: Nicolas Behr
Nicolas Behr
O poeta Nicolas Behr nasceu em Cuiabá, em 1958, e vive em Brasília desde 1974. Em 1977, publicou em edição mimeografada Iogurte com farinha, seu primeiro livro. Durante a ditadura militar foi preso pelo Dops e processado por “posse de material pornográfico”, sendo julgado e absolvido em 1979. Foi redator publicitário e trabalhou em ONGs ambientalistas. Desde 1990 vive do seu viveiro de mudas, o Pau-Brasília. Casado, três filhos, tem Brasília como um dos temas mais recorrentes da sua poesia, marcada pelo humor e pela verve crítica.