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Publicado pela primeira vez em 1926, a obra “Biosfera” do russo VladimirVernadsky ficou muito tempo ignorada no Ocidente antes de ser reconhecida.É um livro que revolucionou nossa visão do mundo. Vernadsky nos ensina comoa vida foi e continua sendo a força geológica transformadora do nosso planeta.Ele mostra as diferenças entre uma visão inanimada e mineralógica da históriada terra e um retrato da Terra infinitamente dinâmica como domínio e produtode vida, assunto ainda pouco estudado.Aristocrata russo, membro da academia e do Conselho do Estado a partir de1906, esse grande científico ficou famoso por ser, tanto no Império dos Tzarscomo o do Staline, um defensor da ciência liberal, inimigo dos totalitarismos.Seu pensamento transdisciplinar o levou a juntar as ciências da vida e as da Terra– ainda separadas naquela época – para criar um resultado inédito e moderno.Atrás da “biosfera” de Vladimir Vernadsky, que tem uma visão global e cósmicade um planeta vivo, é toda a ecologia moderna que se desenha. Com seusdesafios cientificos, humanos e políticos.O autor cria conexões entre vida na Terra e o resto do planeta, e assim procuraentender as profundas implicações da vida como um fenômeno cósmico.Mineralogista de formação, esse pesquisador inventou o conceito de biosfera, oque o torna o fundador da ecologia global.Essa será a primeira edição brasileira da obra, ilustrada com os desenhos dasmulheres Kadiweu guardados na coleção de Berta e Darcy Ribeiro em Brasília.
Título: Biosfera
ISBN: 9788586488610
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 x 2
Páginas: 240
Ano copyright: 2019
Coleção:
Ano de edição: 2019
Edição: 1ª
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Graziela Schneider Urso é tradutora, bacharel em Russo e Português, mestre e doutora em Literatura e Cultura Russa pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Trabalhou para o Fórum Social Mundial e para o Fórum Social Europeu, colaborou com a Marcha Mundial das Mulheres e foi professora substituta de russo na UFRJ. Para suas pesquisas, traduziu do russo contos da coletânea Primavera em Fialta, e capítulos de Outras Margens, de Vladímir Nabókov. Traduziu diversas autoras e autores russos, como Maiakóvski, Tolstói, Petruchévskaia, Téffi, Nabókov, Búnin, Kharms, Tolstói e Grin (Nova Antologia do Conto Russo, 2011), Ánnenkov e Dostoiévski (Antologia do Pensamento Russo, 2013). Também traduziu Ostras (2016), de Tchékhov, do russo para o espanhol. Organizou A revolução das mulheres: emancipação feminina na Rússia Soviética, lançado em 2017.