Os devaneios do caminhante solitario

Autor: Jean-Jacques Rousseau
Editora: COTOVIA

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Sinopse

A grande revolução que em mim acabava de se operar, o mundo moral, tão diferente, que se revelava aos meus olhos, os insensatos juízos dos homens cujo absurdo começava a sentir, embora ainda não previsse que viria a ser vítima deles, a necessidade sempre crescente de um outro bem que não fosse a gloríola literária de que já estava enojado embora só os seus vapores me tivessem atingido, o desejo, enfim, de traçar para o resto da minha vida uma estrada menos incerta do que aquela de que já percorrera mais de metade, tudo me obrigava a essa grande revisão cuja necessidade sentia há muito tempo. [...] É dessa época que posso datar a minha renúncia total ao mundo e este vivo interesse pela solidão que, desde essa altura, nunca mais me abandonou. [...]

Dados

Título: Os devaneios do caminhante solitario

ISBN: 9789727951956

Idioma: Português (PT)

Encadernação: Brochura

Formato: 13 x 20,5

Páginas: 152

Ano copyright: 1989

Coleção: Ensaio

Ano de edição: 2014

Edição:

Participantes

Autor: Jean-Jacques Rousseau

Tradutor: Henrique de Barros

Autor

JEAN-JACQUES ROUSSEAU

Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. Órfão de mãe, Rousseau foi abandonado pelo pai aos dez anos. Trabalhou como aprendiz de gravador até deixar a cidade natal, em 1728. Em Turim, converteu-se ao catolicismo e, como lacaio, seminarista, professor de música ou tutor, visitou muitas partes da Suíça e da França. Em 1732, estabeleceu-se durante oito anos em Chambéry (ou Les Charmettes), casa de campo de madame de Warens, recordada por Rousseau, nas Confissões, como um lugar idílico. Em 1741, foi para Paris, onde conheceu Diderot, que lhe encomendou os verbetes de música para a Enciclopédia. Os anos de 1750 testemunharam uma ruptura com Voltaire e Diderot, e seus escritos adquiriram um novo tom, de independência contestadora. Em seu Discurso sobre as ciências e as artes e no Discurso sobre a origem da desigualdade, mostrava como o desenvolvimento da civilização corrompia as virtudes naturais e aumentava a desigualdade entre os homens. Em 1758, atacou os ex-amigos, os enciclopedistas, na Carta a D’Alembert sobre os espetáculos, que ridicularizava a sociedade culta. Antes, em 1757, mudara-se para Montmorency, e os cinco anos que lá passou foram os mais férteis da sua vida. Seu notável romance A nova Heloísa (1761) teve um sucesso retumbante e imediato. Nele, e no Emílio, que veio a lume um ano depois, Rousseau invocava a inviolabilidade dos ideais pessoais contra os poderes do Estado e as pressões da sociedade. Sua filosofia política é coroada com Do contrato social, publicado em 1762. Nesse mesmo ano, escreveu um ataque à religião revelada, a Profissão de fé do vigário saboiano. Foi expulso da Suíça e fugiu para a Inglaterra, onde fez de Hume seu inimigo, e voltou a suas peregrinações continentais. Em 1770, completou suas Confissões. Passou seus últimos anos na França, onde morreu em 1778.