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Autor: Kim Si-Seup
Editora: Estação Liberdade
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O conjunto dos Contos da Tartaruga Dourada, escrito no século 15, é considerado o ponto fundador da prosa coreana. Conectadas por ideias sobre o amor romântico, a interação entre o mundo dos vivos e o dos mortos e comentários sobre política e religião, as histórias forneceram um modelo de romance que seria usado em séculos por vir. O livro, recheado de referências aos clássicos chineses, combina a prosa às poesias e canções, a literatura fantástica à filosofia, a erudição à sensualidade. A qualidade lírica das frases e a descrição sensível dos eventos rendem ao conjunto a sofisticação de um romance. Outro ponto de interesse no estilo narrativo de Kim Si-seup é o sincretismo entre elementos xamânicos, budistas, taoístas e neoconfucionistas.
Título: Contos da tartaruga dourada
ISBN: 9788574482842
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,7 x 18,8
Páginas: 176
Ano copyright: 2017
Coleção:
Ano de edição: 2017
Edição: 1ª
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Kim Si-Seup (1435–1493) entrou para a história da Coreia como o “gênio desafortunado” do Reino de Joseon (1392-1897). Diz-se que ele aprendeu os caracteres chineses aos oito meses de idade, e compôs o primeiro poema aos três anos. Sua fama alcançou os ouvidos do Grande Rei Sejong (1397–1450) que presenteou o menino Kim, ainda com 5 anos, com uma peça de seda. Kim Si-seup continuou seus estudos confucionistas e budistas, com o intuito de ser um burocrata do reino, como cabia aos filhos em famílias nobres. No entanto, em meio às crises da corte, incluindo um golpe de Estado, ele se tornou um peregrino – o sábio denominava-se “forasteiro” e dizia que se sentia como alguém a tentar encaixar uma estaca quadrada em um buraco redondo. Ele voltou à corte e ajudou na tradução do cânone do budismo mahayana para a escrita coreana. Em seguida, continuou sua peregrinação por dois anos, até construir uma cabana na Montanha da Tartaruga Dourada, onde viveu por sete anos e quando, acredita-se, que os Contos da Tartaruga Dourada foram escritas. Ele passou o resto da vida em conflito entre as demandas de que ele se tornasse um homem forte do reino e sua própria vontade de isolamento. Dezoito anos após sua morte iniciou-se, a mando do rei, a coleta de suas obras para publicação, ocorrida pela primeira vez em 1521 e mais várias vezes nos séculos seguintes.