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Autor: Cecilia Meireles
Editora: Global
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Esta obra reúne sete poemas, publicados inicialmente em edição artesanal de 1951, pouco antes do clássico Romanceiro da Inconfidência, publicado em 1953, e também recua no tempo para dar sentido ao presente por meio da potência da palavra. “Poderíamos dizer que Amor em Leonoreta e Romanceiro da Inconfidência, nascidos de um idêntico impulso estrutural, são livros irmãos na medida em que, em ambos, a autora retroage historicamente, buscando num outro tempo signos que possam iluminar o presente”, diz Miguel Sanches Neto, na apresentação da obra. Inspirada na novela Amadis de Gaula, de 1508, Cecília cria neste livro uma linguagem profundamente identificada à lírica lusitana e suas raízes medievais. Sua recriação resulta numa história de amor típica dos romances de cavalaria, como a inacessibilidade da mulher amada, a exaltação de sua beleza, a onipresença do sofrimento amoroso e até a morte como solução para se alcançar o estado amoroso inatingível em vida, sempre trazendo aquela potência emocional que constitui o estilo da autora.
Título: Amor Em Leonoreta
ISBN: 9788526018976
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 23
Páginas: 56
Ano copyright: 2013
Coleção:
Ano de edição: 2013
Edição: 2ª
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Cecília Meireles, batizada Cecília Benevides de Carvalho Meireles, (Rio de Janeiro, 1901-1964) foi poeta, ensaísta, cronista, folclorista, tradutora, educadora e pintora e é considerada uma das vozes mais importantes das literaturas de língua portuguesa. Aos 3 anos de idade perdeu a mãe e não chegou a conhecer o pai, que morreu antes de seu nascimento. Órfã, foi criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides. Casou-se em 1922 com Fernando Correia Dias, um artista plástico com quem teve três filhas. O marido cometeu suicídio em 1935 em razão da depressão. Viúva, casou-se novamente em 1940 com Heitor Vinícius da Silveira Grilo, professor e engenheiro agrônomo. Em 1919, publica seu primeiro livro de poemas intitulado Espectros. Em 1934, Cecília organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Em 1939, a autora é agraciada com o Prêmio de Poesia Olavo Bilac concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo livro Viagem. Entre os prêmios que recebeu, estão ainda: Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962; e, no ano seguinte, ganhou o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro Poemas de Israel, concedido pela Câmara Brasileira do Livro; no ano de sua morte, recebeu ainda o Jabuti de poesia pelo livro Solombra; e em 1965, o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. Sua poesia foi traduzida para 8 idiomas, e musicada por nomes como Francisco Mingnone, Lamartine Babo e Fagner. Canção da Tarde no Campo, Ou Isto ou Aquilo, Viagem, Criança, meu Amor, Poema dos Poemas e Nunca mais são alguns de seus livros.