As contradiçoes do lulismo: a que ponto chegamos?

Autor: Vários (ver informações no detalhe)
Editora: Boitempo

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Sinopse

A aguardada antologia de interpretação do Brasil contemporâneo, resultado de dois anos de pesquisas coordenadas por André Singer no Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, fornece um levantamento a quente das contradições da experiência lulista e suas expressões mais agudas na atualidade. Desdobrando as análises de André Singer sobre o “lulismo”, o livro busca incorporar uma avaliação sobre o “ensaio desenvolvimentista” tentado pelo governo Dilma no marco do pós crise internacional de 2008 e oferecer uma interpretação original sobre o saldo do percurso lulista desde a vitória do PT nas eleições presidenciais de 2002 no contexto mais amplo da experiência modernizadora brasileira. Nas palavras da economista Leda Paulani, que assina o texto de orelha do livro, os ensaios aqui reunidos revelam que “o lulismo repetiu como farsa a tragédia do sonho desenvolvimentista anterior, que durou cinquenta anos e foi desfigurado pelo conservadorismo militar”.Inspirados pelas observações de Chico de Oliveira de que o capitalismo brasileiro se caracteriza pela combinação do arcaico e do moderno eternamente reproduzida, os oito capítulos registram as contradições e ambiguidades que moldaram o período de 2008-2014, marcado por um “ensaio desenvolvimentista tardio”: inclusão social sem cidadania, reindustrialização com oposição dos industriais, assalariamento precário com acesso à universidade, ampliação do crédito educacional com crescimento do ensino superior privado, wallmartização do trabalho com internacionalização dos sindicatos, agroecologia com agronegócio, autonomização dos mais pobres com passividade assistencialista, emancipação cultural com empreendedorismo, esperança de inclusão com rebaixamento das expectativas.Essa coexistência aparentemente equilibrada de opostos teria, na avaliação dos autores, começado a desmoronar com as manifestações de junho de 2013, que “trouxeram subitamente à consciência como o Brasil, apesar de ter melhorado, continuava péssimo”. Nesse sentido, as análises que compõem este livro constituem material precioso para decifrar os rumos abertos pela explosiva e imprevisível conjuntura atual. Pois, ainda nas palavras de Leda Paulani, é no “andar de baixo” que a maioria dos pesquisadores vai buscar impressões e informações para compor o mapa das antinomias contemporâneas.Com ensaios assinados por Ruy Braga, Leonardo Mello e Silva, Maria Elisa Cevasco, Wolfgang Leo Maar, Cibele Rizek, Carlos Alberto Bello e pelos dois organizadores do volume, André Singer e Isabel Loureiro, As contradições do lulismo encerra uma espécie de trilogia sobre a era Lula editada pelos pesquisadores do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, que inclui A era da indeterminação (2007) e Hegemonia às avessas (2010), ambos também lançados pela Boitempo.

Dados

Título: As Contradiçoes Do Lulismo: A Que Ponto Chegamos?

ISBN: 9788575595114

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 20,8

Páginas: 288

Ano copyright: 2016

Coleção: Estado De Sitio

Ano de edição: 2016

Edição:

Autor

RUY BRAGA

Ruy Gomes Braga Neto é um sociólogo brasileiro, especializado em sociologia do trabalho. Professor livre-docente da USP, foi vice-diretor do departmento de sociologia da USP (2005-2009), dirigiu o Cenedic entre 2007 e 2010 antes de ter indicado, com Chico de Oliveira, o cientista político André Singer para a posição. Atualmente preside a Comissão Geral de Recusros Humanos da FFLCH-USP e coordena, com Marco Aurélio Santana, o grupo de trabalho da Sociedade Brasileira de Sociologia, Sindicato, trabalho e ações coletivas. Sua tese de livre docência A política do precariad foi finalista do prêmio Jabuti 2013 na categoria de ciências humanas. Editor das revistas Outubro e Societies Without Borders.