Toda a saudade do mundo: a correspondencia de jorge amado e zelia gattai - do exilio europeu a construçao da casa do rio vermelho (1948-67)

Autor: Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras

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Sinopse

Jorge Amado era “um homem epistolar”, como lembra o filho João Jorge Amado, organizador do volume e destinatário de bilhetes e cartões-postais. As cartas de Jorge a Zélia — a quem o escritor chamava carinhosamente de Zé — foram preservadas por ela em cinco pastas, misturadas a cartas que escreveu ao marido e a outras que receberam do pai de Jorge, da mãe e da irmã de Zélia, além de bilhetes dos filhos. O tom das cartas de Jorge é de um homem apaixonado, atencioso e preocupado com a mulher e a família, mas também prático, envolvido com a política e zeloso da própria obra. O livro fornece dados biográficos relevantes e permite conhecer um pouco do processo criativo, do dia a dia e da vida íntima do escritor. Em janeiro de 1948, Jorge Amado partiu para o exílio em Paris, depois de ver cassado seu mandato de deputado pelo Partido Comunista Brasileiro. Ainda durante a viagem de navio, passou a escrever regularmente à mulher, com quem vivia desde 1945 e que iria encontrá-lo alguns meses depois, com João Jorge nos braços. O livro registra as dificuldades e provações experimentadas na Europa do pós-guerra, a vida cultural na capital francesa, a participação do escritor no Conselho Mundial da Paz e viagens por cidades como Berlim, Viena, Praga, Estocolmo, Helsinque e Varsóvia.

Dados

Título: Toda A Saudade Do Mundo: A Correspondencia De Jorge Amado E Zelia Gattai - Do Exilio Europeu A Construçao Da Casa Do Rio Vermelho (1948-67)

ISBN: 9788535921571

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 15,7 x 23

Páginas: 208

Ano copyright: 2012

Ano de edição: 2012

Edição:

Participantes

Autor: Jorge Amado

Organizador: Joao Jorge Amado

Autor

JORGE AMADO

Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912, em Itabuna, na Bahia, filho de João Amado de Faria e Eulália Leal. Aos dois anos, a família mudou-se para Ilhéus, onde o menino passou a infância e viveu experiências que marcariam sua literatura: a vida no mar, o universo da cultura do cacau e as disputas por terra. Começou a escrever profissionalmente como repórter aos catorze anos, em veículos como Diário da Bahia, O Imparcial e O Jornal. Na década de 1930 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou direito e travou contato com artistas e intelectuais de esquerda, como Raul Bopp, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Vinicius de Moraes e José Lins do Rego. Estreou com o romance O país do Carnaval (1931). Durante o Estado Novo (1937-45), devido à sua intensa militância política, sofreu censuras, perseguições e chegou a ser detido algumas vezes. Foi eleito deputado federal pelo PCB em 1945. Entre os projetos de lei de sua autoria, estava o que instituía a liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, conheceu Zélia Gattai, com quem se casou, teve dois filhos, João Jorge e Paloma, e viveu até os últimos dias. Nas décadas de 1940 e 50, viajou pela América Latina, Leste Europeu e União Soviética. Escreveu então seus livros mais engajados, como a biografia de Luís Carlos Prestes e a do poeta Castro Alves, além da trilogia Os subterrâneos da liberdade. Rompeu com o PCB nos anos 1950. A partir de então, sua literatura passou a dar mais relevo ao humor, à sensualidade, à miscigenação e ao sincretismo religioso, em livros como Gabriela, cravo e canela (1958), Tenda dos Milagres (1969), Tieta do Agreste (1977). Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1961, e ganhou prêmios importantes da literatura em língua portuguesa, como o Camões (1995), o Jabuti (1959 e 1997) e o do Ministério da Cultura (1997). A partir da década de 1980, passou a viver entre Salvador e Paris. Sua obra está publicada em mais de cinquenta países e foi adaptada com sucesso para o rádio, o cinema, a televisão e o teatro, transformando seus personagens em parte indissociável da vida brasileira. Jorge Amado morreu em 2001, alguns dias antes de completar 89 anos.