Ciencias morais

Autor: Martin Kohan
Editora: Companhia das Letras

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Sinopse

Meros vinte anos, pouco estudo e ainda menos experiência,María Teresa parece talhada para o emprego: como inspetorado tradicionalíssimo Colégio Nacional de Buenos Aires, fundado e freqüentado pelos próceres da nação argentina, bastalherezar pela cartilha do regulamento interno, feito de proibições e repetições, distâncias e medidas, que parecem se tornarainda mais rígidas pela atmosfera pesada que reina nos anos finais da ditadura militar argentina.Nesse ambiente claustrofóbico, destaca- se a figura do senhor Biasutto, chefe dos inspetores, vulto obscuro e autoritário, redator de “listas”afamadas, cujo significado a protagonista não discerne de todo. Para agradar a essa figura que lhe parece protetora e viril ao mesmo tempo, a inspetora dá o melhor de si na tarefa de controlar os desvios— reais ou imaginários — dos alunos.Num universo em que tudo é proibido e, por conseguinte, tudo é transgressão, María Teresa cai aos poucos numa espiralvertiginosa, feita de suspeita, vigilância, controle, mas também de curiosidade,perversão e prazer.Nesse trajeto e nesse colégio que é um microcosmo do país,María Teresa viverá — e viverá na própria carne — as vicissitudes e as tribulações da Argentina no ano de 1982, em que a ditadura militar aposta suas últimas fichas na invasão das ilhas Malvinas.

Dados

Título: Ciencias morais

ISBN: 9788535912555

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21

Páginas: 192

Ano copyright: 2007

Ano de edição: 2008

Edição:

Participantes

Autor: Martin Kohan

Tradutor: Eduardo Brandao

Autor

MARTIN KOHAN

Martín Kohan (1967, Buenos Aires, Argentina) é escritor, crítico literário e professor de Teoria literária nas universidades de Buenos Aires e da Patagônia. Autor de dois livros de contos, três de
ensaio e sete romances, entre eles Los cautivos (2000), Duas vezes junho (2002), Segundos afuera (2005), Museo de la revolución (2006) e Ciencias morais (2007), vencedor do prêmio Herralde e lançado no Brasil neste ano. Em seus romances, Kohan enfoca as formas diluídas e indiretas do controle social: a partir do dia-a-dia de um colégio portenho ou da Copa de 1978, constrói um quadro de muitos matizes sobre a ditadura argentina e seu significado para a história recente do país.