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Autor: Salgado Maranhao
Editora: 7 Letras
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O livro de poemas, A arte de matar, de Salgado Maranhão, aborda contratações humanas ancestrais, desde alguns personagens bíblicos, a grandes líderes da história de ontem e de hoje, em que, obstáculos pessoais e de Estado, costumam ter a morte do Outro como solução.O leitor, aqui, perceberá, de modo sutil, que, apesar do enorme progresso humanístico e tecnológico alcançado, algo primitivo e cruel ainda persiste em nós, lembrando-nos que somos, em última instância, um produto inacabado.Tal reflexão se expressa ao nível simbólico e nunca na objetividade histórica, posto que a poesia não se propõe a transmitir informações, mas, experiência estética vivenciada.-- PóCom o fito de instruir um paraísohedônico – ou mesmo um cais, um pisoinsano de valores sem valor –,foi se instalando a religião do pó:fortunas se havendo ao se desaver,numa luxúria cheirando a cadáver.(Assim, o abismo sendo o próprio templode tudo que não deve ser exemploem quaisquer medelins ou sinaloas,onde se morre, tontamente, à toa,a morte financiada pelos gringos:qual a roleta de um cassino ou bingo).Pra que se pague ou cumpra “o aqui se faz...”:“Do pó vieste e ao pó tu voltarás”.
Título: A Hora De Matar
ISBN: 9788542108880
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 76
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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Autor: Salgado Maranhao
Salgado Maranhão (José Salgado Santos) nasceu no povoado Canabrava das Moças, município de Caxias, no estado do Maranhão; filho da camponesa Raimunda Salgado dos Santos e do comerciante Moacyr dos Santos Costa. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1973 (tendo antes vivido em Teresina e nesta cidade iniciado sua vida literária), onde estudou Comunicação Social, na Pontifícia Universidade Católica (PUC), e Letras na Santa Úrsula (sem concluir). É poeta, jornalista, compositor (letrista) e consultor cultural. Seus primeiros poemas forem editados na antologia Ebulição da escrivatura (1978). Posteriormente, publicou os seguintes livros: Aboio - ou saga do nordestino em busca da terra prometida (1984), Punhos da serpente (1989), Palávrora (1995), O beijo da fera (1996), Mural de ventos (1998), Sol sanguíneo (2002), Solo de gaveta (2005), A pelagem da tigra (2009), e A cor da palavra (2010). Ganhou vários Prêmios, entre os quais, o Jabuti, em 1999, com o livro Mural de ventos, e o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, em 2011, com o livro A cor da palavra. Seus poemas estão traduzidos em inglês, italiano, francês, alemão, sueco, hebraico e esperanto. Como compositor, tem gravações e parcerias com grandes nomes da MPB, como Alcione, Elba Ramalho, Dominguinhos, Paulinho da Viola, Ivan Lins, Zizi Possi, Ney Matogrosso, entre outros.