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Autor: Luiz Antonio Simas
Editora: Civilização Brasileira
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As ruas, como vistas por Luiz Antonio Simas, incorporam o movimento. São terreiro de encontros improváveis, território de Exu, que se manifesta na alteridade da fala e na afluência das encruzilhadas. Do Centro ao subúrbio, as tramas das ruas cariocas confundem-se com sua escrita.Se João do Rio foi o cronista da alma encantada carioca do início do século XX, Luiz Antonio Simas aparece, cem anos depois, como o historiador do corpo do Rio de Janeiro atravessado pelas flechas do capital cultural e financeiro global. Por isso, contra a barbárie civilizatória, surgem suspiros e mariolas nas sacolinhas de São Cosme e Damião, a simpatia de São Brás para não engasgar, as conversas na feira, o cotidiano da quitanda e o boteco da esquina.O corpo encantado das ruas reivindica a riqueza dos saberes, práticas, modos de vida, visões de mundo das culturas que não podem ser domados pelo padrão canônico. Dá um olê na historiografia oficial. Aqui, tambor e livro são tecnologias contíguas. O Parque Shanghai é tão importante quanto o Cristo Redentor. Bach é um gênio como Pixinguinha. O Museu Nacional, um território sagrado, que acumulava o axé proporcionado pelos ancestrais à comunidade.Não é um livro sobre resistir. É sobre reexistir. Reinventar afetos, aprender a gramática dos tambores, sacudir a vida para que surjam frestas. Para que corpos amorosos, corpos de festa e de luta se lancem ao movimento e jamais deixem de ocupar a rua.
Título: O Corpo Encantado Das Ruas
ISBN: 9788520013922
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 20,5 x 0,8
Páginas: 176
Ano copyright: 2019
Coleção:
Ano de edição: 2020
Edição: 7ª
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Autor: Luiz Antonio Simas
Luiz Antonio Simas (Rio de Janeiro, 1967), historiador e escritor, é autor de livros como O vidente míope (2007), sobre J. Carlos e o Rio de Janeiro da década de 1920, em parceria com Cássio Loredano; Samba de enredo: história e arte (2010), com Alberto Mussa; Pedrinhas miudinhas: ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros (2013) e Dicionário da história social do samba (2016), com Nei Lopes, vencedor do Jabuti como melhor livro de não ficção. Almanaque brasilidades (2017), é um pequeno inventário da história cultural do Brasil. Assina no jornal O Dia coluna semanal sobre a cultura das ruas cariocas. Desenvolve o projeto Ágoras Cariocas, ligando educação, música popular e história dos bairros da zona norte do Rio de Janeiro, em parceria com o coletivo Norte Comum. . Em 2019 publicou O corpo encantado das ruas pela Record, onde reivindica a riqueza dos saberes, práticas, modos de vida e visões de mundo das culturas que não podem ser domados pelo padrão canônico. Seus livros mais recentes são Maldito invento de um baronete: uma breve história do jogo do bicho (Mórula, 2024) e o infantil O cavaleiro da Lua (Reco-Reco, 2024).