Misterios de curitiba

Autor: Dalton Trevisan
Editora: Record

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Sinopse

Neste livro de contos, o curitibano Dalton Trevisan retrata os pequenos dramas e personagens de sua cidade atingindo, de forma contundente, os homens de qualquer lugar do mundo Os mistérios acontecem em Curitiba — também recriada pelos dons poéticos do autor —, uma cidade vista pelos olhos de um sujeito que é mais sensível que a maioria de seus concidadãos para descobrir coisas que eles não veem, mas seus olhos enxergam, atravessando paredes e muros.Nesta narrativa todo homem se chama João e toda mulher se chama Maria. O velha estória dos irmãos, não somente feita de amor, mas de frustrações, porque aí é que está a coisa: cada um de nós é um João ou uma Maria, aqui não apenas amando, mas sobretudo enganados, por tantos motivos mil, pelas ilusões do amor. Dalton Trevisan tece variações inúmeras em torno dum tema só (e haverá tema mais importante que este?), às vezes impiedosamente, mas sempre com senso de humor difícil de conseguir (e ele consegue) no tratamento de coisa tão séria, tão fundamental.

Dados

Título: Misterios De Curitiba

ISBN: 9788501014405

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21 x 0,9

Páginas: 142

Ano copyright: 1979

Ano de edição: 1979

Edição:

Participantes

Autor: Dalton Trevisan

Autor

DALTON TREVISAN

Dalton Trevisan nasceu em Curitiba, em 1925. Formou-se na Faculdade de Direito do Paraná e liderou o grupo literário que publicou, entre 1946 e 1948, a revista Joaquim. A publicação continha o material de seus primeiros livros de ficção, incluindo Sonata ao luar (1945) e Sete anos de pastor (1948). Em 1954 publicou, entre outros, o Guia Histórico de Curitiba e Crônicas da Província de Curitiba, edições populares à maneira dos folhetos de feira. A partir dos habitantes da cidade, criou personagens e situações de significado universal, em que as tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante. Em 1968, concorrendo sob pseudônimo, Trevisan conquistou o primeiro lugar do I Concurso Nacional de Contos do Estado do Paraná. Dedicando-se exclusivamente ao conto (só teve um romance publicado: A Polaquinha), Trevisan acabou se tornando o maior mestre brasileiro no gênero. Em 1996, recebeu o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto de sua obra. Avesso a entrevistas e demais exposições na mídia, Trevisan recebeu a alcunha de “Vampiro de Curitiba”, nome de um de seus livros. É autor, entre outros, de Ah, é?, obra-prima do estilo minimalista, Novelas nada exemplares (1959), Morte na praça (1964), Cemitério de elefantes (1964) e O vampiro de Curitiba (1965). Em 2003, dividiu com Bernardo Carvalho o 1º Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira com o livro Pico na Veia.