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Autor: Walter Benjamin
Editora: 7 Letras
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Elegante em seu terno preto, Karl Kraus crocita aliterações, grasna assonâncias estridentes e rimas gorgolejantes conduzem sua voz em voos rítmicos. Trêmulas, mas sempre precisas, suas mãos movem-se como asas. Quando assistimos ao filme desta leitura de seu poema “Os Corvos”, sobre os campos de batalha da Primeira Grande Guerra, não podemos deixar de compreender o fascínio que o poeta, prosador e conferencista performático austríaco exerceu sobre Walter Benjamin. Editor e único redator da revista Die Fackel (A Tocha), que circulou em Viena entre 1899 e 1936, Kraus exerceu um jornalismo polêmico e carregado de imagens poéticas, que se insurgia contra a própria instrumentalização da palavra na informação jornalística. O ótimo estudo de Katia Muricy, incluído como posfácio a esta edição, traz uma reconstrução cuidadosa dos contextos de produção de Kraus e deste texto que Benjamin lhe dedica. Apresenta também implicações filosóficas deste ensaio crítico, numa leitura aprofundada, capaz de guiar o leitor contemporâneo nos labirintos também poéticos da prosa teórica de Benjamin.[Patrícia Lavelle – poeta, professora do Departamento de Letras da puc-Rio]
Título: Karl kraus
ISBN: 9786559054954
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 21 x 1
Páginas: 128
Ano copyright: 2022
Coleção:
Ano de edição: 2022
Edição: 1ª
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Walter Bendix Schönflies Benjamin, filósofo e crítico literário, nasceu em Berlim em 1892 e se suicidou em 1940, na fronteira da França com a Espanha, durante uma tentativa de fuga dos nazistas. A rejeição de sua tese de habilitação, “A origem do drama barroco alemão”, o impediu de exercer a docência universitária na Alemanha. A partir de 1924 descobriu o marxismo, através da obra de Lukács, e se tornou simpatizante do movimento comunista. Foi associado à Escola de Frankfurt, o Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt, criado em 1923, e seus principais escritos versam sobre o materialismo histórico, a estética e a arte, o idealismo alemão e, de maneira geral, o marxismo ocidental. Em seus ensaios, combina referências literárias e artísticas com filosofia e sociologia. Em 1933, com a tomada do poder dos nazistas, exilou-se na França. Foi amigo e correspondente de Theodor Adorno, Max Horkheimer, Gershom Scholem, Bertolt Brecht e Hannah Arendt. Seu último escrito, as Teses sobre o conceito de história, de 1940, associa o materialismo histórico ao messianismo revolucionário. Sua obra, de caráter fragmentário e ensaístico, foi parcialmente publicada em coletâneas no Brasil, incluindo Passagens (2006) e três volumes de Obras escolhidas: Magia e técnica, arte e política (1985), Rua de mão única (1987) e Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo (1989).