Home › Livros › Humanidades › Filosofia
Autor: Jean-Jacques Rousseau
Editora: E-Primatur
SOB ENCOMENDA Prazo de postagem em até 110 dias úteis.
Não consta quantidade deste produto em nossos estoques.
Poderá ser importado mediante checagem prévia de disponibilidade.
R$ 236,90
em até 3x sem juros
Uma das obras fundamentais da cultura filosófica do Ocidente. As Confissões, de Jean-Jacques Rousseau, são simultaneamente o testemunho de uma época e de um intelecto imortal.A primeira parte de As Confissões, de Jean-Jacques Rousseau, publicada postumamente em 1782, representa um marco na literatura autobiográfica, distinguindo-se pelo grau de originalidade e profunda introspecção. Rousseau assume o compromisso de relatar a sua vida com absoluta sinceridade, expondo sentimentos, pensamentos e acções sem quaisquer reservas. Esta abordagem inovadora, que antecipa a literatura confessional moderna, rompe com as convenções da época ao privilegiar a análise subjectiva em detrimento de uma simples narrativa factual.Nesta primeira parte, Rousseau descreve a sua infância e juventude, desde o seu nascimento em Genebra, em 1712, até à sua chegada a Paris, em 1741. Relata episódios marcantes, como a perda precoce da mãe, a educação dispersa, as experiências como aprendiz, a paixão pela leitura e os primeiros encontros com figuras que moldariam o seu pensamento. A narrativa alterna entre memórias pormenorizadas e reflexões filosóficas, revelando não só os acontecimentos da sua vida, mas também uma série de emoções e dilemas morais, numa escrita fluida e envolvente.A originalidade de As Confissões reside na forma como Rousseau transcende a autobiografia convencional, mergulhando nos meandros da sua consciência e explorando a sua identidade com uma honestidade sem precedentes. Longe de ser uma mera justificação dos seus actos, a obra apresenta uma auto-análise profunda, na qual o autor procura compreender e explicar as suas acções à luz de emoções e impulsos. É precisamente esta capacidade de transformar a experiência pessoal em matéria literária e filosófica que vai exercer um ascendente decisivo no desenvolvimento da literatura moderna.A influência de As Confissões estendeu-se muito além do romantismo, deixando uma marca determinante em escritores que decidiram explorar as próprias vidas através da escrita autobiográfica. Entre os nomes que seguiram o exemplo de Rosseau contam-se Goethe, cuja obra Poesia e Verdade adopta uma abordagem semelhante; Stendhal, que, em Memórias de um Turista, revela um tom introspectivo; e Chateaubriand, cuja Memórias de Além-Túmulo evoca a mesma fusão entre a experiência pessoal e a reflexão filosófica. Também figuras como Tolstoi, com A Minha Confissão, e Casanova, com a célebre História da Minha Vida, encontram precedentes na escrita inovadora de Rousseau, consolidando As Confissões como uma obra fundadora do género autobiográfico moderno.
Título: Confissões, As – Parte Primeira
ISBN: 9789899130616
Idioma: Português (PT)
Encadernação: Brochura
Formato:
Páginas:
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2025
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Autor: Jean-Jacques Rousseau
Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. Órfão de mãe, Rousseau foi abandonado pelo pai aos dez anos. Trabalhou como aprendiz de gravador até deixar a cidade natal, em 1728. Em Turim, converteu-se ao catolicismo e, como lacaio, seminarista, professor de música ou tutor, visitou muitas partes da Suíça e da França. Em 1732, estabeleceu-se durante oito anos em Chambéry (ou Les Charmettes), casa de campo de madame de Warens, recordada por Rousseau, nas Confissões, como um lugar idílico. Em 1741, foi para Paris, onde conheceu Diderot, que lhe encomendou os verbetes de música para a Enciclopédia. Os anos de 1750 testemunharam uma ruptura com Voltaire e Diderot, e seus escritos adquiriram um novo tom, de independência contestadora. Em seu Discurso sobre as ciências e as artes e no Discurso sobre a origem da desigualdade, mostrava como o desenvolvimento da civilização corrompia as virtudes naturais e aumentava a desigualdade entre os homens. Em 1758, atacou os ex-amigos, os enciclopedistas, na Carta a D’Alembert sobre os espetáculos, que ridicularizava a sociedade culta. Antes, em 1757, mudara-se para Montmorency, e os cinco anos que lá passou foram os mais férteis da sua vida. Seu notável romance A nova Heloísa (1761) teve um sucesso retumbante e imediato. Nele, e no Emílio, que veio a lume um ano depois, Rousseau invocava a inviolabilidade dos ideais pessoais contra os poderes do Estado e as pressões da sociedade. Sua filosofia política é coroada com Do contrato social, publicado em 1762. Nesse mesmo ano, escreveu um ataque à religião revelada, a Profissão de fé do vigário saboiano. Foi expulso da Suíça e fugiu para a Inglaterra, onde fez de Hume seu inimigo, e voltou a suas peregrinações continentais. Em 1770, completou suas Confissões. Passou seus últimos anos na França, onde morreu em 1778.