Fausto: tragedia subjectiva

Autor: Fernando Pessoa
Editora: Relogio D'Agua

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Sinopse

Apesar da sua polifonia característica, Fausto, o poema dramático de Pessoa, é um solilóquio que se desenrola no terror metafísico da solidão e da acção empenhada. A abstenção é loucura, mas é-o também a acção que exclui os gestos e as paixões humanos do santuário do eu privado. Em trechos profundamente influenciados por Schopenhauer, Pessoa identifica a salvação com o sono, um sono tão profundo que acaba, para além do inconsciente e da vaidade dos sonhos, por reduzir a silêncio o tumulto vão do pensamento. Uma dolorosa contradição insolúvel atormenta o mago de Pessoa. Persuadido da irrealidade do mundo, quer, apesar de tudo, decifrar os seus fenómenos (a “Vontade” e a “Representação” de Schopenhauer). O niilismo metafísico não pode negar o impulso no sentido do conhecimento. O monólogo dramático de Pessoa reitera, uma e outra vez, um horror de pesadelo: possuído por uma reflexão vã, mas imperiosa, Fausto sufoca no interior da sua própria alma. A indagação metafísica induz o enterramento em vida. (…) Mais do que a própria filosofia, é a linguagem da literatura ou, mais precisamente, da filosofia tornada literatura, como em Kierkegaard ou Nietzsche, que articula a extremidade patológica, a vanglória compulsiva, do empreendimento e da vocação filosóficos. Tal é a intuição que o tema de Fausto encerra. Pessoa avança um passo mais longe do que Hegel e define a especulação metafísica como não sendo mais do que uma “ansiedade infinita”.»

Dados

Título: Fausto: Tragedia Subjectiva

ISBN: 9789896413453

Idioma: Português (PT)

Encadernação: Brochura

Formato: 15 x 23

Páginas: 279

Ano copyright: 2013

Ano de edição: 2013

Edição:

Participantes

Autor: Fernando Pessoa

Organizador: Teresa Sobral Cunha

Autor

FERNANDO PESSOA

Fernando (António Nogueira) Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa. Em 1912, publicou seu primeiro artigo, "A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada", na revista A Águia. Em 1914, escreveu os primeiros poemas dos heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, aos quais daria personalidades complexas. Sob o nome de Bernardo Soares, Fernando Pessoa escreveu os fragmentos mais tarde reunidos em O livro do desassossego. No ano seguinte, com escritores como Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro, lançou a revista de poesia de vanguarda Orpheu, marco do modernismo em Portugal e que daria grande projeção ao poeta. O único livro de poesia em português que publicou em vida foi Mensagem (1934), marcado pela visão mística e simbólica da história lusa. Fernando Pessoa morreu em 1935, em Lisboa.