Recordaçoes do escrivao isaias caminha

Autor: Lima Barreto
Editora: Ateliê Editorial

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Sinopse

Em vida, Lima Barreto publicou duas edições do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha. A primeira, em 1909, pela editora portuguesa A. M. Teixeira; a segunda, corrigida e aumentada, em 1917, pela Tipografia da Revista dos Tribunais, com nova tiragem, no mesmo ano, por A. de Azevedo & Costa Editores. Essa publicação de 1917 serviu de texto de base para a edição que agora se apresenta ao leitor, na Coleção Clássicos Ateliê, pois vem a ser o testemunho da última vontade explícita do autor, portanto dotada de autenticidade, legitimidade e genuinidade. A edição Ateliê contém o texto fidedigno do romance, apurado segundo o método rigoroso da Ecdótica, com atualização ortográfica e notas, em favor, sobretudo, do leitor em formação. Enriquecem a edição ilustrações do artista Zepa Ferrer, que dialogam com o texto. O protagonista da narrativa, Isaías Caminha, relata suas memórias da infância e adolescência numa cidade provinciana e da juventude no Rio de Janeiro, onde padece fome e humilhações por sua condição de mestiço, até que se emprega num jornal de grande circulação, como humilde contínuo que ascende ao posto de jornalista, onde testemunha de modo crítico as relações privadas e públicas de uma elite hipócrita e oportunista. Seus sonhos se desfazem e, desgostoso, após ser nomeado para um emprego público, como escrivão numa província, decide escrever sobre suas experiências como forma de combater os preconceitos de que fora vítima. [José de Paula Ramos Jr.]

Dados

Título: Recordaçoes Do Escrivao Isaias Caminha

ISBN: 9786555800821

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 12 x 18 x 1,9

Páginas: 336

Ano de edição: 2023

Edição:

Participantes

Autor: Lima Barreto

Autor

LIMA BARRETO

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 1881. A mãe, escrava liberta, morreu quando o filho tinha seis anos. A abolição da escravatura ocorreu em 1888, no dia de seu aniversário de sete anos, mas as marcas desse período, o preconceito racial e a difícil inserção de negros e mulatos na sociedade brasileira nunca deixaram de ocupar o centro de sua obra literária. Em 1900, o escritor deu início aos registros do Diário íntimo, com impressões sobre a cidade e a vida urbana do Rio de Janeiro. Lima Barreto começa sua colaboração mais regular na imprensa em 1905, quando escreve reportagens, publicadas no Correio da Manhã, sobre a demolição do Morro do Castelo, no centro do Rio, consideradas um dos marcos inaugurais do jornalismo literário brasileiro. Na mesma época, começa a escrever a primeira versão de Clara dos Anjos, livro que seria publicado apenas postumamente, e elabora os prefácios de dois romances: Recordações do escrivão Isaías Caminha e Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. No romance Recordações do escrivão Isaías Caminha, o jornal Correio da Manhã e seu diretor de redação são retratados de maneira impiedosa, e Lima Barreto tem então seu nome proscrito na grande imprensa carioca. O escritor passa a publicar crônicas, contos e peças satíricas em veículos como Fon-Fon, Careta e O Malho. Em 1911, escreve e publica Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetim do Jornal do Comércio. Postumamente saem Os bruzundangas e as crônicas de Bagatelas e Feiras e mafuás. Morreu no Rio de Janeiro, em 1922.