Ossos de sepia

Autor: Eugenio Montale
Editora: Companhia das Letras

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Sinopse

Esta é a primeira edição brasileira integral de Ossos de sépia, obra capital de Eugenio Montale, Prêmio Nobel de 1975. Em Por que ler os clássicos, Calvino escreveu sobre o poeta: "Vou direto ao que interessa: numa época de palavras genéricas e abstratas, palavras boas para todos os usos, palavras que servem para não pensar e não dizer, uma peste da linguagem que transborda do público para o privado, Montale foi o poeta da exatidão, da escolha lexical motivada, da segurança terminológica visando capturar a unicidade da experiência. [...] Mas essa precisão para nos dizer o quê? Montale nos fala de um mundo turbilhonante, movido por um vento de destruição, sem um terreno sólido onde apoiar os pés, com o único recurso de uma moral individual à beira do abismo. É o mundo da Primeira e da Segunda Guerra Mundial; talvez também da Terceira".A poeta Dora Ferreira da Silva, que assina a orelha, observa: "Ossi di seppia não promete o desejado impossível, mas também não o silencia. E paradoxalmente o indica em silêncio: 'Não nos peças a fórmula que te possa abrir mundos,/ e sim alguma sílaba torcida e seca como um ramo./ Hoje apenas podemos dizer-te/ o que não somos, o que não queremos'".

Dados

Título: Ossos de sepia

ISBN: 9788535901818

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14,00 X 21,00

Páginas: 232

Ano copyright: 2002

Ano de edição: 2002

Edição:

Participantes

Autor: Eugenio Montale

Tradutor: Renato Xavier

Autor

EUGENIO MONTALE

Eugenio Montale nasceu em Gênova, Itália, em 1896. Colaborou com periódicos de Milão e Turim até que, em 1925, publicou Ossos de sépia, um dos marcos iniciais da poesia hermética italiana. Foi diretor da Biblioteca Vieusseux até 1938, e teve uma longa colaboração com o jornal Corriere della Sera. As coletâneas Le occasioni [As ocasiões] (1939) e La bufera e altro [A tormenta e outras coisas] (1956), além de numerosos livros de prosa, traduções e textos críticos, consolidaram sua posição central na literatura italiana do século XX. Em 1975, recebeu o prêmio Nobel de literatura. Faleceu em 1981, em Milão.