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Autor: Mario Quintana
Editora: Alfaguara
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Na literatura brasileira, Mario Quintana, além de poeta essencial, é um mestre do humor. Uma prova disso encontra-se em Porta giratória, imperdível seleção de crônicas, anedotas, vinhetas, máximas, aforismos. É Quintana na sua melhor forma. Na coletânea, lançada originalmente em 1988 a partir de textos publicados no jornal Correio do Povo, está a essência de Quintana. Destaca-se aqui, sobretudo, o humor. Claro, este está sempre presente nos demais livros de prosa do poeta, mas aqui parece mais crítico, mais inesperado, mais direto na capacidade de produzir o riso a partir do inusitado. Não que o poeta lírico esteja ausente destas crônicas e máximas. Pelo contrário, o livro é atravessado pela poética bem conhecida de Quintana, colada no cotidiano, embora menos devaneadora e mais afirmativa. São muitas, em Porta giratória, as observações sobre a essência do fazer poético, a profissão de fé numa poesia livre de pedantismo, embora disciplinada na busca da melhor expressão.São deliciosas as evocações da vida literária porto-alegrense, assim como de personagens — reais ou imaginários — com que Quintana convivia no dia a dia. Esse universo, ao ser levado do jornal para o livro, adquiriu força universal e permanente.
Título: Porta Giratoria
ISBN: 9788579622809
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15 x 23,5
Páginas: 192
Ano copyright: 2014
Coleção:
Ano de edição: 2014
Edição: 1ª
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Autor: Mario Quintana
Mario Quintana nasceu em 1906 na cidade de Alegrete (RS). Terminou seus estudos no Colégio Militar de Porto Alegre e aos 18 anos começou a trabalhar na Livraria do Globo. A partir dos anos 1930, vive do jornalismo e de traduções. Seus livros se sucedem: A rua dos Cataventos (1940), Canções (1946), Sapato florido (1948), O aprendiz de feiticeiro (1950) e Espelho Mágico (1951), consagrando-o entre os grandes nomes da poesia brasileira. Em 1962, sai o volume de suas Poesias completas e, em 1966, a Antologia de seus poemas organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos. Nos anos seguintes, publica livros marcantes, como Apontamentos de história sobrenatural (1976) e A vaca e o hipogrifo (1977). Em 1980, recebe o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras. Falece aos 88 anos, em 1994.