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Autor: Regina Taccola
Editora: Jaguatirica
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Como seria a experiência de atravessar a realidade da morte, quase adentrá-la, mas sobreviver como quem renasce da dor de um parto natural? A protagonista de “Bela tem um segredo” tenta dar conta de nos mostrar esse acontecimento, com um olhar ternamente metafísico, depois de internada por meses num leito de hospital, com Covid-19. Narrativa contemporânea, esta é, essencialmente, uma história de amor. Universos particulares de personagens delicados e densos nos revelam um mundo de verdadeiros afetos, durante o caos de uma pandemia que assolou o mundo e, em particular, o Brasil. Cada um desses personagens é dotado de um realismo tocante, que poderia pertencer à realidade de qualquer leitor. Bela, médica aposentada, e sua família aparentemente banal, composta pelo marido de idade avançada, a filha, médica pediatra, e o genro, também médico na linha de frente no combate à pandemia, formam o núcleo central de um desenrolar de encontros que parecem marcados por um destino surpreendentemente generoso. O segredo da protagonista surge, na narrativa precisa de Regina Taccola, como uma espécie de catarse que a liberta nessa estranha dança com a morte, com a sabedoria de quem sobrevive aos naufrágios da existência e o talento de quem se conecta com a Vida um degrau acima, só é possível com certa dose de magia, uma graça consentida a poucos.
Título: Bela Tem Um Segredo
ISBN: 9786586324709
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 x 1
Páginas: 126
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2021
Edição: 1ª
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Autor: Regina Taccola
Regina Taccola, médica e psicanalista carioca, escreveu seu primeiro conto aos sete anos, recém-alfabetizada. Deu-lhe o título de “A morte de Tarzan” e nele narrava o atropelamento e agonia de um cachorro tão ruivo quanto a sua dona, moradora da vizinhança. Fez sucesso na família, comunidade onde era a única criança, e ganhou fama de “futura jornalista” e “escritora de renome”, exageros compreensíveis pela facilidade com que passara para o papel a tragédia presenciada na volta do colégio. Na adolescência, cometeu um romance sobre rituais de passagem. O título: Amanhã ontem será hoje. O livro foi esquecido no táxi por sua mãe, pouco antes de ser submetido à leitura crítica de um amigo literato. Ato falho Continuou os estudos, passou para a universidade, fez formação em psicanálise e, durante anos de prática, vivenciou-se atravessando o abismo na corda bamba que separa o consciente do inconsciente, lá onde brotam não só insights, mas o próprio processo criativo. Do abismo fez ponte e, usando a vivência, voltou à ficção. Uma tarde embalada pelo mar é o resultado desse processo, e chega, dessa vez, pronto e à espera de ser curtido pelos leitores. São contos curtos como janelas entreabertas, que permitem a cada um continuar a navegar e criar a sua própria fantasia. Regina mora em Ipanema com seu segundo marido e Bob, o poodle ciumento que acredita ser ela sua propriedade.