Consolações

Autor: Seneca
Editora: Penguin - Companhia

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Sinopse

Sêneca, tido como um grande mestre do estoicismo, oferece sua sabedoria — que resiste ao tempo, como se escrevesse hoje — no formato de consolações a pessoas que sofrem.Duas consolações de Sêneca são dedicadas a mulheres: à aristocrática Márcia, que perdera um filho, e a Hélvia, mãe do filósofo inconformada com o exílio imposto a Sêneca. O outro diálogo consolatório é dirigido a Políbio, secretário do imperador Cláudio, e procura não apenas instar o interlocutor a reagir diante da morte de um irmão, como solicitar a reavaliação da pena de exílio infligida ao filósofo.Ao final, três cartas trazem profundas reflexões, em especial sobre a inexorabilidade da morte, o destino comum a todos nós humanos. Assim, estabelece-se um diálogo profícuo com outros textos de Sêneca, que debatem a felicidade e a brevidade da vida.

Dados

Título: Consolações

ISBN: 9788582852811

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 13 x 20 x 0,9

Páginas: 176

Ano copyright: 2026

Ano de edição: 2026

Edição:

Autor

SENECA

Lucius Aneus Sêneca nasceu em Córdoba, na Espanha, no ano de 4 a.C. Conhecido como "Sêneca o Jovem", era filho de Lúcio Aneu Sêneca o Velho, célebre orador. Devido a sua origem ilustre foi enviado a Roma para estudar oratória e filosofia. Por problemas de saúde viajou para o Egito, onde ficou até se curar. Quando regressou a Roma, iniciou sua carreira como orador e advogado, participando ativamente da vida política, e logo chegou ao Senado. Envolvido em um processo por causa de uma ligação com Júlia Livila, sobrinha do imperador Cláudio, foi exilado na Córsega durante os anos de 41 a 49. No exílio dedicou-se aos estudos e redigiu vários de seus principais tratados filosóficos, entre eles Consolationes, em que expôs os ideais estóicos clássicos de renúncia aos bens materiais e busca da tranquilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação. Perdoado por interferência de Agripina, sobrinha do imperador, voltou para Roma no ano de 49 e, no ano seguinte, foi nomeado pretor. Com a morte de Cláudio em 54, escreveu a obra-prima das sátiras romanas, Apocolocyntosis divi Claudii, contra o ex-imperador. Com Nero, filho de Agripina, nomeado imperador, tornou-se seu principal conselheiro e orientador político. Com o avanço dos delírios de Nero e a execução de Agripina em 59, Sêneca, depois de condescender um pouco com os maus instintos de Nero, retirou-se da vida pública em 62, passando a se dedicar exclusivamente a escrever e defender sua filosofia. No ano de 65, foi acusado de participar na conjuração de Pisão, recebendo de Nero a ordem de suicídio, que executou em Roma, no mesmo ano. Sêneca escreveu oito tragédias, que foram uma espécie de modelo no Renascimento, e inspirou o desenvolvimento da tragédia na Europa. No entanto, seu maior sucesso foram os seguintes tratados de moral: Sobre a brevidade da vida, Da felicidade e Da clemência.