Broquéis

Autor: Cruz e Sousa
Editora: Via Leitura

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Sinopse

Broquéis, de Cruz e Sousa, inaugura o Simbolismo brasileiro e marca uma das mais profundas transformações da poesia nacional. Publicado em 1893, o livro rompe com a objetividade e a descrição característica do Parnasianismo para explorar os mistérios da alma, a musicalidade das palavras e a força evocativa das imagens poéticas.Por meio de seus poemas, Cruz e Sousa conduz o leitor por uma paisagem de visões, emoções e estados de espírito intensos. A riqueza sonora dos versos, o uso de símbolos e a fusão entre sensações transformam a leitura em uma experiência estética singular.Mais de um século após sua publicação, Broquéis permanece como um dos grandes marcos da literatura brasileira. Essencial para estudantes, pesquisadores e amantes da poesia, o livro revela a genialidade de um autor que ampliou os limites da linguagem poética e abriu caminho para novas formas de expressão artística.

Dados

Título: Broquéis

ISBN: 9786587034881

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21 x 0,3

Páginas: 64

Coleção: Biblioteca Luso-Brasileira

Ano de edição: 2026

Edição:

Participantes

Autor: Cruz e Sousa

Autor

CRUZ E SOUSA

Cruz e Sousa, poeta catarinense, negro, nascido filho de escravos, educado pela branca senhora Dona Clara, esposa do Marechal Xavier de Sousa, de quem herda o sobrenome, coisa comum na época para os escravos. João da Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861, na cidade de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis). Filho dos escravos alforriados Guilherme da Cruz e Carolina Eva da Conceição, trazia nas artérias sangue sem mescla da África. Depois de uma vida de misérias, doenças e humilhações, morreu em 19 de março de 1898, na cidade de Sítio, Minas, para onde fora transportado às pressas, vencido pela tuberculose e em busca de melhores ares. Em sua rápida vida de somente trinta e seis anos, percorreu todo um ciclo de experiências de grande sofrimento: loucura da mulher, morte dos filhos, indiferença da crítica e dos outros escritores e poetas. Cruz e Sousa foi o verdadeiro poeta canibal, antecipando e muito Oswald de Andrade, os manifestos modernistas e as inquietações e estranhamentos da poesia do século XX. Leu, converteu, transformou diferenças e variedades, abrasileirou franceses, influenciou latino-americanos e continua até hoje a nos surpreender. Assimilou o que quis dos poetas que leu, deglutiu-os e vomitou-os em poemas fantásticos revirginados de seus precursores reencontrando toda uma família de espíritos, uma verdadeira confraria, a dos escritores de fantasia! Foi um verdadeiro poeta moderno com todas as conotações da palavra em cada época. Como Baudelaire, na França, Cruz e Sousa, no Brasil, foi o introdutor da modernidade.