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A história de Virgínia e suas irmãs se passa numa época em que as mulheres se vestiam com sobriedade, usavam luvas e chapéu para ir ao centro da cidade tomar chá com as amigas e olhar as vitrines. No entanto, o primeiro romance de Lygia Fagundes Telles, escrito em 1954, é uma obra atual e tem tudo a ver com os dias de hoje pois trata de temas recorrentes da obra da escritora, como o amor, a morte, a fragilidade da alma humana, a solidão, a loucura, a crueldade e o sonho, todos muito bem explorados pela narrativa viva e sensível de Lygia. Na verdade, Lygia baseou-se num fato real para escrever Ciranda de pedra. Numa de suas caminhadas a pé, passou em frente a um casarão que estava sendo demolido. Ela entrou, passeou pelos cômodos vazios e encantou-se com uma fonte cercada por anões de pedra, a mesma que descreve no livro. E imaginou os dramas que se desenrolaram naqueles jardins, as tristezas e alegrias que envolveram os antigos habitantes daquela casa. Ciranda de pedra conta justamente a história de uma família que se desagregou com a separação dos pais. Uma das filhas, Virginia, fica morando com a mãe doente e o segundo marido dela, numa casa pequena e desconfortável. As outras duas meninas acompanham o pai, que mora num casarão cercado de riqueza e conforto. As personagens do livro são apanhadas em situações aparentemente banais, que fazem parte da vida de qualquer pessoa. Há, no entanto, algo que as desintegra e as vai desnudando até que mostrem suas fragilidades, seus medos, suas loucuras. Romance clássico, best-seller nacional, Ciranda de pedra teve adaptação para TV em 1981 e revelou Lygia Fagundes Telles como uma das mais representativas expressões da moderna ficção brasileira.
Título: Ciranda De Pedra
ISBN: 9788532508157
Idioma: Português
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Formato: 14 x 21
Páginas: 192
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Autor: Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo, em 19 de abril de 1923, mas passou a infância no interior do estado. Lygia Fagundes Telles já foi publicada em diversos países: França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Suécia, República Checa, Espanha, entre outros –, com obras adaptadas para TV, teatro e cinema. Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras (1949); Prêmio do Instituto Nacional do Livro (1958); Prêmio Boa Leitura (1964); Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por Verão no Aquário (1965); Prêmio do I Concurso Nacional de Contos, do Governo do Paraná (1968); Grande Prêmio Internacional Feminino para Contos Estrageiros, França (1969); Prêmio Candango,concedido ao melhor roteiro cinematográfico por Capitu em parceria com Paulo Emílio Sales Gomes(1969); Prêmio Guimarães Rosa,da FUNDEPAR (1972); Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, Jabuti e APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte, pelo romance As Meninas (1974); Prêmio do PEN Clube do Brasil, para o livro de contos Seminário dos Ratos (1977); Prêmio Jabuti e APCA, para A Disciplina do Amor (1980); Prêmio II Bienal Nestlé de Literatura Brasileira (1984); Prêmio Pedro Nava, Melhor Livro do Ano, para As Horas Nuas (1989); Prêmio Jabuti, Biblioteca Nacional e APLUB de Literatura, para A Noite Escura e mais Eu (1996); Prêmio Golfinho de Ouro, categoria Literatura, do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro (2000); Grande Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2000) e Prêmio Jabuti e APCA, para Invenção e Memória (2001); Prêmio Camões, pelo conjunto da obra, Portugal – Brasil (2005); Troféu Juca Pato - Prêmio Intelectual do Ano, concedido pela União Brasileira de Escritores / UBE, 2009. Lygia Fagundes Telles tem participado de feiras de livros e congressos realizados não só no Brasil, mas também em Portugal, Espanha, Itália, México, Estados Unidos, França, Alemanha, República Tcheca, Canadá e Suécia, países nos quais foram publicados seus contos e romances. É membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Paulista de Letras e do PEN Club do Brasil.