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Autor: Manoel de Barros
Editora: Alfaguara
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Como um fotógrafo que retrata cenas e objetos em versos, Manoel de Barros se afasta da metáfora esperada, em uma espécie de alquimia linguística que nos faz capazes de ver o mundo de outra maneira. Esta edição traz documentos e fotografias, além do prefácio de Bianca Ramoneda.Nesses seus ensaios de fotografia, Manoel de Barros se apropria do reino das imagens ou, como ele diz, do “reino da despalavra”. Dividido em duas partes — “Ensaios fotográficos” e “Álbum de família” —, este livro nos oferece um poeta maduro e hábil no manejo do universo léxico que começou a desenhar desde sua primeira obra, Poemas concebidos sem pecado (1937). Ele mais uma vez reinventa a palavra, afastando-a de seu sentido usual.Em busca de uma linguagem mais intuitiva, que possa reintegrar o homem ao seu meio natural, Manoel cria uma nova forma de perceber o mundo, sabendo que a transmutação da nossa experiência precisa dessa mudança de ponto de vista; oferece, portanto, outras lentes, outros focos. Sua originalidade reside justamente nesta escolha nada convencional de motivos poéticos. A linguagem é concisa — ele só escreve o que é essencial —, mas seus significados são imensos, variados, infinitos. Procurar a palavra certa sem jamais ignorar seu percurso: “As palavras, na viagem para o poema, recebem/ nossas torpezas, nossas demências, nossas vaidades”. “Manoel de Barros é um de nossos poetas mais originais de todos os tempos.” — O Globo “Você tem em suas mãos uma pequena joia de imenso valor: um livro de fotografias composto de palavras.” — Bianca Ramoneda, no prefácio deste livro “Como toda grande poesia, a de Barros trata do destino do homem, do medo da morte, da sombra da infância se projetando sobre o adulto, da busca da felicidade.” — Revista Bravo “Há uma técnica de encantamento verbal, em particular, que permite ao poeta revelar os limiares primordiais entre as coisas da alma e da natureza...” — O Estado de S. Paulo
Título: Ensaios Fotograficos
ISBN: 9788556521279
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15 x 23,4 x 1
Páginas: 110
Ano copyright: 2021
Coleção:
Ano de edição: 2021
Edição: 1ª
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Autor: Manoel de Barros
Manoel de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, em dezembro de 1916, e passou a infância no Mato Grosso do Sul, primeiro numa fazenda próxima a Corumbá, depois num internato em Campo Grande. Aos doze anos, foi estudar no Rio de Janeiro — cidade onde viveu por mais de trinta anos, antes de voltar ao Mato Grosso do Sul. Filho de fazendeiros, aos 13 anos começou a esboçar seus primeiros poemas. O livro de estreia, Poemas concebidos sem pecado, foi publicado em 1937. No início da década de 50, Manoel de Barros voltou para o Pantanal de sua infância e assumiu definitivamente a fazenda que fora de seus pais, onde conciliou as atividades de fazendeiro e poeta. Levantava-se às cinco da manhã e ia para o escritório trabalhar por quatro horas diárias, escrevendo e lendo para "desenvolver o imaginário". Perfeccionista, Manoel de Barros não hesitava em reescrever dezenas de vezes um poema, até que ficasse satisfeito com o resultado. Era no Pantanal, no meio de um dos ecossistemas mais ricos do planeta e caminhando pelas ruas das pequenas cidades, que encontrava a inspiração para sua obra, na fala do povo, no vocabulário do homem pantaneiro. O resultado é uma linguagem própria que ele chamava de “idioleto manoelês archaico”. Recebeu diversos prêmios, entre eles: o Prêmio Nacional de Poesias, em 1966, com Gramática expositiva do chão, o Prêmio Jabuti, em 1987, com O guardador de águas, o Prêmio Biblioteca Nacional em 1996, e o Prêmio Nestlé de Literatura em 1997, por Livro sobre o nada, e o Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, em 1998, pelo conjunto da obra. Faleceu em novembro de 2014, aos 97 anos. Manoel de Barros foi tema do documentário Só dez por cento é mentira, do diretor Pedro Cezar, exibido em 2010.