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Autor: Linda M. Heywood
Editora: Todavia
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Mulher livre, corajosa e orgulhosa que soube defender ardentemente sua posição e africanidade. A “Cleópatra da África Central” teve petulância o suficiente para enfrentar as impiedosas lutas de poder dominadas pelos homens de seu tempo. Poderosa e destemida, a rainha Jinga não recuou um centímetro para tentar preservar seu território dos colonizadores portugueses na África. No século XVII, essa figura, cuja inteligência tinha o mesmo grau de sua ferocidade, desafiou todas as limitações impostas ao seu gênero. Este livro certamente abala as narrativas hegemônicas sobre a história da África. No auge de seu reinado, na década de 1640, Jinga governava quase um quarto do norte de Angola nos dias de hoje. Perto do fim de sua vida, cansada da guerra, fez as pazes com Portugal e se converteu ao cristianismo – embora sua devoção à nova fé fosse questionada. Em um mundo onde as mulheres eram subjugadas pelos homens, Jinga reiteradamente superava seus competidores do sexo masculino e desrespeitava as normas estabelecidas, arrebanhando inclusive um sem-número de amantes de ambos os sexos. Hoje ela é reverenciada em Angola como heroína nacional e homenageada nas religiões populares. Seu complexo legado forma parte crucial da memória coletiva do mundo afro-atlântico.
Título: Jinga de angola: a rainha guerreira da africa
ISBN: 9788588808591
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23 x 1,9
Páginas: 320
Ano copyright: 2017
Coleção:
Ano de edição: 2019
Edição: 1ª
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Luiz Felipe de Alencastro (1946, Itajaí, Brasil) formou-se em história e ciências políticas na Universidade de Aix-en-Provence (França) e doutorou-se em história na Universidade de Paris-Nanterre. Ensinou nas universidades de Rouen e Paris-Vincennes. Foi professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Atualmente, é professor titular da cátedra de história do Brasil da Universidade de Paris IV-Sorbonne e diretor do Centre d’Etudes du Brésil et de l’Atlantique Sud, Universidade de Paris-Sorbonne. Organizador do volume 2, Império – A corte e a modernidade nacional, da História da vida privada no Brasil, e autor de O Trato dos Viventes – Formação do Brasil no Atlântico Sul, Felipe de Alencastro escreve regularmente em vários jornais.
fonte: www.flip.org.br