Vida e obras do engenheiro alvaro de campos

Autor: Fernando Pessoa
Editora: Global

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Sinopse

Álvaro de Campos não é apenas um heterónimo de Pessoa como Alberto Caeiro e Ricardo Reis – os três únicos que receberam esse estatuto. Além de ter tido, como os outros, uma vida e um estilo próprios, e, por isso, uma inteira independência face ao seu criador, Campos saltava do palco da ficção em que fora idealizado para o rés-do-chão da realidade e intervinha no dia-a-dia do seu duplo (namoro, entrevistas aos jornais, etc).Pessoa escreveu que Campos é a personagem de uma peça. O que falta é a peça. E também, textualmente, que o dramaturgo é o máximo do poeta. É conhecida mas não levada a sério a afirmação pessoana de que cada um dos seus heterónimos constitui um drama e, todos juntos, outro drama. Escreveu também Pessoa que tinha previsto a evolução de cada uma dessas personagens, e que pensava publicar esses livros com os seus horóscopos (biografias abreviadas, afinal) e, até, fotografias!Esta obra, também editada por Teresa Rita Lopes, uma das maiores especialistas na obra do autor português, tenta fazer-lhe a vontade. Aproveitando, inclusive, o título que para ele previu, Vida e Obras de Álvaro de Campos, que nenhum editor usou até hoje.

Dados

Título: Vida E Obras Do Engenheiro Alvaro De Campos

ISBN: 9788526024571

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 17 x 23,7 x 2,3

Páginas: 480

Ano copyright: 2017

Coleção: Fernando Pessoa

Ano de edição: 2019

Edição: 1ª

Participantes

Autor: Fernando Pessoa

Organizador: Teresa Rita Lopes

Autor

FERNANDO PESSOA

Fernando (António Nogueira) Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa. Em 1912, publicou seu primeiro artigo, "A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada", na revista A Águia. Em 1914, escreveu os primeiros poemas dos heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, aos quais daria personalidades complexas. Sob o nome de Bernardo Soares, Fernando Pessoa escreveu os fragmentos mais tarde reunidos em O livro do desassossego. No ano seguinte, com escritores como Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro, lançou a revista de poesia de vanguarda Orpheu, marco do modernismo em Portugal e que daria grande projeção ao poeta. O único livro de poesia em português que publicou em vida foi Mensagem (1934), marcado pela visão mística e simbólica da história lusa. Fernando Pessoa morreu em 1935, em Lisboa.