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Autor: Umberto Eco
Editora: Record
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Neste volume refinado e elegante, Eco traça um elogio às bibliotecas e aos livros, desde os papiros até os dias atuais, e desmistifica a noção de que é preciso muito dinheiro para ser um colecionador. Lista, ainda, os inimigos dos livros, os agentes de uma morte prematura: brocas, cupins e o mais assustador, a ignorância do próprio homem. Afirma que IPads e Kindles são apenas uma evolução - as páginas podem não ser mais de papel, mas o livro permanecerá o que é. Revê algumas obras, conta histórias, redefine critérios de valor, leva-nos ao mundo mágico das letras impressas. Da memória orgânica, registrada e organizada pelo nosso cérebro, até o aparecimento da escrita, ele acompanha as mudanças na apreensão, e compreensão, do conhecimento. Os livros são os nossos anciãos, nossa memória vegetal. A memória histórica escondida entre parágrafos é a nossa própria memória, nossa capacidade de refletir. Um seguro de vida, uma pequena antecipação da imortalidade. Diante do livro, procuramos, mais que decifrar, interpretar. É através da memória vegetal do livro que podemos recordar não apenas nossas brincadeiras de infância, mas também as de Proust. Paixões, desejos, sofrimento, alegria, tudo pode nascer da leitura. A leitura se torna um diálogo com alguém que não está diante de nós. Um diálogo que a qualquer momento evoca lembranças e conhecimento, emoções e experiências, de outra forma perdidos. É isso que Eco, com a leveza de quem tem uma cultura sem fronteiras, resgata do esquecimento em A MEMÓRIA VEGETAL. Memória vegetal traz, acima de tudo, o encantamento de Eco pelo objeto livro. Descreve a importância dos livros - desde seu aparecimento, bem antes da imprensa - para o desenvolvimento da civilização e do nascimento das três grandes religiões monoteístas. Judaísmo, Cristianismo e Islamismo orbitam em torno de uma escritura sagrada. E é santo e digno de reverência o papel dos livros no crescimento intelectual humano. A partir da leitura, nossa capacidade de refletir dá um salto. Não mais presos apenas ao conhecimento dos anciãos, da memória arquivada e processada pelo cérebro de alguns, podemos acessar as experiências e emoções de vários. O livro é a lembrança de experiências precedentes. Recordá-las é refletir. O analfabeto não recorda, sofre de esclerose desde a infância. O tratamento é simples: abrir para cada vez mais pessoas o diálogo criado entre leitor e escritor, livro e homem. Uma das bandeiras de Eco.
Título: A memoria vegetal e outros escritos de bibliofilia
ISBN: 9788501083326
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,7 x 20,5
Páginas: 272
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2011
Edição: 2ª
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Umberto Eco nasceu em Alexandria, Itália, em 1932. Começou a cursar Direito na Universidade de Turim, mas logo decidiu dedicar-se à Filosofia, tendo se doutorado em 1954. Começou a trabalhar como editor de programas culturais na rede estatal italiana de televisão. Foi professor de Comunicação Visual e Semiótica. Detentor de inúmeros prêmios e títulos, Eco ficou conhecido como crítico, semiólogo, romancista e articulista. Propôs teorias estéticas e uma avaliação das vanguardas e dos impactos da sociedade globalizada e de informação na cultura humana. Entre suas obras ensaísticas destacam-se: Kant e o ornitorrinco (1997) e Sobre a literatura (2002). Entre suas coletâneas, ressaltam-se: Diário mínimo (1963) e O segundo diário mínimo (1990). Em 1980 estreou na ficção com O nome da rosa (Prêmio Strega 1981), que deu origem ao filme de mesmo nome. Em seguida vieram O pêndulo de Foucault (1988), Baudolino (2000), História da beleza (2004), História da feiúra (2007), entre outros. Faleceu em 19 de fevereiro de 2016.