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Do golpe militar de 1964 à posse do presidente Lula, das conquistas do esporte aos ícones da cultura, passando por um mergulho na memória da Guerra de Canudos. Cenas históricas de um país em permanente construção foram imortalizadas pela câmera do fotógrafo Evandro Teixeira, que começou sua carreira em 1958 e é hoje um dos mais importantes fotojornalistas em atividade. Suas fotos percorrem o mundo em exposições e livros e fazem parte do acervo de importantes museus do Brasil e do exterior. É uma destas cenas, memorável instantâneo de uma encruzilhada histórica, que motiva o livro “68: Destinos. Passeata dos 100 Mil”. Trata-se de uma fotografia única, por suas características e pelo que representa: um retrato de uma geração, reunida na Cinelândia, Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968, para a Passeata dos 100 Mil. Como registrou o jornalista Marcos Sá Corrêa, trata-se de um caso raro de fotografia de multidão em que é possível reconhecer com clareza praticamente todos os rostos das pessoas reunidas ali. Não é à toa que, a cada vez em que a célebre fotografia é tornada pública, seja em livro ou exposição, pessoas se encontram, se reconhecem, se identificam naquela multidão. E, imediata e instintivamente, se transportam para aquele momento, revivendo o impacto daquela época sobre suas vidas.O livro de 120 páginas, editado pela Textual, contará a trajetória de vida de 100 pessoas captadas pela lente de Evandro Teixeira na passeata. Ao pinçar daquela imagem esses rostos e resgatar a história de cada uma dessas pessoas, a história do Brasil nas últimas quatro décadas também estará sendo contada. As 100 pessoas selecionadas na foto de 26 de junho de 1968 foram fotografadas novamente por Evandro na Candelária e contaram a sua história, lembraram o que as levou até a Passeata dos Cem Mil, como suas vidas transcorreram dali para frente e o que elas fazem hoje. Há histórias de tristeza, histórias nostálgicas, histórias felizes. Há também histórias de amor, como as de pelo menos três casais formados meses ou anos depois da manifestação, e que ainda hoje estão juntos. Ao rever a foto, eles descobriram que ambos aparecem ali – quando nem mesmo se conheciam.Para contar a história daquela manifestação, e da História que ela sintetiza, reflete e provoca, o livro reúne também textos de Vladimir Palmeira, Fernando Gabeira, Marcos Sá Corrêa, Augusto Nunes e Fritz Utzeri. Mas, principalmente, vai se basear no olhar de Evandro Teixeira. Um olhar que, por trás da câmera, jamais deixou escapar o momento ideal para eternizar as histórias, e a História do seu país. O livro conta com patrocínio da Petrobras e será lançado em março de 2008, quarenta anos depois da passeata.
Título: 1968 Destinos 2008: Passeata Dos 100 Mil
ISBN: 9788586599033
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
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Páginas:
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2008
Edição: 1ª
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Autor: Evandro Teixeira
Evandro Teixeira Almeida nasceu na cidade baiana de Santa Inês (ou em Irajuba, segundo outras versões), em 1935, iniciando sua carreira jornalística em 1958, em O Diário de Notícias, em Salvador, transferindo-se depois para o Diário da Noite (do grupo dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand), na cidade do Rio de Janeiro, onde se radicou e mora até hoje. Em 1963, ingressou no Jornal do Brasil, onde se tornou uma figura mítica do fotojornalismo nacional. Trabalhou no JB durante 47 anos, deixando o jornal apenas em 2010, quando este interrompeu a circulação impressa para se concentrar apenas na edição on line. Extremamente versátil, destacou-se em diversos campos da cobertura jornalística, desde os temas políticos até a fotografia de esporte. Entre os momentos marcantes de sua carreira figuram a cobertura da chegada do general Castello Branco ao Forte de Copacabana durante o golpe militar de 1964, a repressão ao movimento estudantil no Rio de Janeiro, em 1968, e a queda do governo Salvador Allende, no Chile, em 1973; assim como a cobertura de diversos Jogos Olímpicos e Copas do Mundo. É autor dos livros: Fotojornalismo (1983), Canudos: 100 anos (1997), e 68 destinos: Passeata dos 100 mil (2008), sobre integrantes da celebrada manifestação de protesto à Ditadura Militar, que Evandro fotografou quatro décadas mais tarde.