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Representado pela primeira vez no Rio de Janeiro em 1845, O Noviço se apropria de vários estereótipos da comédia de costumes, em cuja trama desfilam tipos comuns do imaginário social da época. Como todas as manifestações típicas do gênero, trata-se de texto leve e divertido, em que se abordam questões que ocupavam a imaginação dos freqüentadores de teatro do Segundo Reinado.A peça encena um caso de punição engraçada de um malandro sem simpatia (Ambrósio). Ele casara-se duas vezes para usurpar o dinheiro das esposas (Rosa e Florência). Com o propósito de eliminar os futuros herdeiros da segunda esposa, o vilão pretende encerrar no convento não só os dois filhos dela (Emília e Juca), como também o sobrinho (Carlos). Este é o noviço, cuja astúcia o livra do convento e lhe permite desmascarar o tio, por meio do conhecimento da primeira esposa, que viera do Ceará em busca do marido fugido. No final, todas as vítimas da ambição do bígamo são libertadas, e Carlos se casa com a prima Emília. Ambrósio é punido com bordoadas e com a prisão. Como a peça aplica claramente o princípio do ensinamento pelo humor, além de combater a mentira e a fraude, faz o elogio da vocação espontânea, o que justifica o desregramento presumivelmente engraçado de Carlos no convento. A leitura de O Noviço ilustra o gosto médio dos freqüentadores de teatro do tempo, colocando a nu as convenções do humor, dos valores, da linguagem e da família de então.
Título: O Noviço
ISBN: 9788585851163
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
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Ano de edição: 2004
Edição: 4ª
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Autor: Martins Pena