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No início de 1943, depois de anos em silêncio, Antonin Artaud, encerrado no asilo de Rodez, recomeçou a escrever. No início, ele escrevia cartas aos amigos para contar seu sofrimento e as agruras pelas quais passava; como exercício, traduz textos do inglês - a pedido de um médico do asilo, Lewis Carroll, depois, por iniciativa própria, um poema de Edgar A. Poe, Israfel. Esta tradução deu-lhe oportunidade de um trabalho de reescritura completa. Artaud restitui não o poema ao pé da letra , mas inventa para ele outros termos e com isso reconquista sua língua. O momento de Rodez mostra como Artaud reconquista a língua, constrói uma genealogia poética e, nesse mesmo movimento e através dele, produz sua cura. É desse momento que o livro trata e foi a partir dos termos - dictamno e spell -, que Jean-Michel Rey mostra como Artaud, com eles e neles, encontra o bálsamo necessário para que sua palavra pudesse ser novamente dita. O autor traz para seus possíveis leitores e para os leitores de Artaud trechos do poeta dos quais faz uma leitura teórica e crítica, mas também faz mais que isto, pois foi capaz de manter com sua obra um diálogo poético e emocionado (emocionante!). A leveza do texto esconde, no entanto, o peso do instrumental conceitual que sustenta uma leitura minuciosa, sofisticada e criativa.
Título: Nascimento da poesia: antonin artaud - 1ªed.(2002)
ISBN: 9788575260555
Idioma:
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 186
Ano copyright: 2002
Coleção:
Ano de edição: 2002
Edição: 1ª
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