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Autor: Vários (ver informações no detalhe)
Editora: DEGUSTADORA EDITORA
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Com 12 crônicas, contos e cartas da autoria de José de Alencar, Machado de Assis, João do Rio, Lima Barreto, Mário de Andrade e Alcântara Machado, (Não) Me leve a mal, hoje é Carnaval apresenta a ideia do evento mais brasileiro que temos como algo subversivo, tornando-se um objeto de crítica e de reflexão. Cronologicamente apresentados ao leitor, os textos foram escolhidos com o cuidado de quem traz um fio condutor de uma narrativa que ainda não deixou de existir. Da imposta submissão da mulher ao fato de o Carnaval se transformar em um disfarce para jogadas políticas, passando pela manutenção de uma sociedade desigual, o livro é organizado de forma que o leitor perceba os dois lados de um evento que, de festivo, leva apenas uma manipulação que ocorre ao longo das décadas. Cada seção traz uma breve explicação dos textos e dos autores, a fim de chamar a atenção do leitor para a função e o papel daquele texto naquele determinado contexto. (Não) Me leve a mal, hoje é Carnaval não é um guia histórico-literário, mas pode, definitivamente, ser um aviso para as novas gerações perceberem como a literatura reflete uma sociedade, criticando-a ou mantendo um sistema social não digno a todos.
Título: (Não) Me Leve A Mal, Hoje É Carnaval
ISBN: 9786598189426
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 23 x 3
Páginas: 152
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2024
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
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Autor: Alcantara Machado | Joao do Rio | Jose de Alencar | Lima Barreto | Machado de Assis | Mario de Andrade
Mário de Andrade nasceu em São Paulo no ano de 1893. Intelectual de uma riqueza impressionante, foi poeta, contista, romancista, musicólogo, cronista, esteta, epistológrafo, crítico de artes, de literatura, além de folclorista; tendo exercido enorme influência nas gerações que lhe sucederam. Em 1917, publicou seu primeiro livro, sob o pseudônimo de Mário Sobral, intitulado Há uma gota de sangue em cada poema, uma espécie de ensaio para 1922, quando participaria da Semana de Arte Moderna de São Paulo, movimento que mexeria com as bases da arte brasileira. No entanto, foram as inovações formais de outra obra poética sua, Pauliceia desvairada, publicada justamente em 1922, que o consolidaram como um dos maiores poetas da literatura brasileira. O célebre “Prefácio interessantíssimo”, texto de abertura da obra, tornou-se emblemático do movimento modernista no Brasil, podendo ser lido também como uma espécie de manifesto da poesia andradiana. A estreia de Mário como romancista se dá com Amar, verbo intransitivo (1927), livro bem-recebido pelos escritores modernistas, mas criticado pela intelectualidade tradicional, que estranha a temática ousada e censura certo desrespeito às regras gramaticais. Nesse texto, já se antecipa o experimentalismo de linguagem radicalizado em Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, de 1928, verdadeiro marco do modernismo brasileiro e uma das narrativas mais singulares de nossa literatura. Nesta obra, Mário de Andrade potencializa o uso literário da linguagem oral e popular e mistura folclore, lendas, mitos e manifestações religiosas de vários recantos do Brasil, como se fizessem parte de uma unidade nacional. Morreu em 1945, aos 52 anos, deixando um vazio nas Letras e mais de vinte livros publicados.