Home › Livros › Literatura e Ficção › Literatura Brasileira
Autor: Graciliano Ramos
Editora: Todavia
PRODUTO DISPONÍVEL Previsão de postagem em até 3 dias úteis.
De: R$ 69,90
Por: R$ 62,21
em até 3x sem juros
Publicado em 1934, S. Bernardo é o segundo romance de Graciliano Ramos e um dos pontos mais altos de sua obra.Narrado em primeira pessoa por Paulo Honório, o livro se apresenta como um relato de vida escrito já na maturidade, quando o protagonista repassa sua trajetória e tenta compreender seus erros. De origem pobre, Paulo Honório ascendeu socialmente por meio da esperteza, do cálculo e, sobretudo, da exploração do trabalho alheio. Tornou-se dono da fazenda S. Bernardo, símbolo de seu triunfo econômico e de seu desejo de poder. No entanto, o que poderia ser uma história de sucesso e superação revela-se um testemunho amargo. Paulo Honório construiu tudo à base da violência — física, social e afetiva —, e a fazenda cresceu ao mesmo tempo que a sua vida pessoal se tornou vazia. "Vencendo a vida, porém, ficou de certo modo vencido por ela: imprimindo-lhe a sua marca, ela o inabilitou para as aventuras da afetividade e do lazer", resume Antonio Candido em posfácio incluído nesta edição. No centro da narrativa está o casamento com Madalena, jovem professora idealista, cujo olhar sensível e ético contrasta com a mentalidade prática e dura de Paulo Honório. Incapaz de compreender ou aceitar esse mundo alheio às suas preocupações materiais, ele oprime e sufoca a mulher, conduzindo-a a um desfecho trágico. Para além da ascensão e derrocada de um homem, no entanto, o romance é uma reflexão sobre poder, afeto e fracasso, revelando os mecanismos de dominação em uma sociedade — até hoje — marcada visceralmente pela desigualdade. Com texto estabelecido a partir do cotejo de oito versões e notas editoriais que esclarecem variantes entre elas, esta nova edição reafirma o cuidado da Coleção Graciliano Ramos na Todavia com o rigor textual, a renovação crítica e a permanência literária de uma obra-prima.
Título: S. Bernardo
ISBN: 9786556929033
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 x 2
Páginas: 272
Ano copyright: 2026
Coleção: Graciliano Ramos
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Autor: Graciliano Ramos
Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em 1892, na cidade de Quebrangulo, em Alagoas. Foi criado no sertão de Pernambuco e, aos 7 anos, morando em Viçosa, passa a estudar no Internato Alagoano, onde publica sua primeira obra, o conto Pequeno Pedinte. Em 1905, morando em Maceió, dedica-se ao estudo do inglês, do francês, e do italiano. Aos 17 anos, sob o pseudônimo Almeida Cunha, publica o soneto Céptico. Aos 18 anos se muda para Palmeira dos Índios, onde ajuda o pai em sua pequena loja de tecidos. Entre l914 e 1915, então no Rio de Janeiro, trabalha como revisor nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e O Século, sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). De volta a Palmeira dos Índios, assumiu a prefeitura em 1928, experiência que lhe ofereceu material para o primeiro romance, Caetés, publicado em 1933. Em 1930 renuncia ao cargo, sendo em seguida nomeado diretor da Imprensa Oficial do Estado, de onde se demite em dezembro de 1931 por motivos políticos. No ano seguinte começa a colocar no papel, seu segundo romance, São Bernardo. Em 1933 foi nomeado diretor de Instrução Pública de Alagoas - cargo correspondente ao de secretário de Estado da Educação -, permanecendo até 1936. Por conta do que, na época, foi chamado "ideias extremistas", foi detido e preso em vários presídios do Rio de Janeiro. Seu drama e dos companheiros de cadeia foram relatados em Memórias do cárcere, publicado postumamente em 1953. Em 1936 lançou Angústia, considerado seu romance mais complexo. Em 1938 escreve o livro que se tornaria sua obra-prima, Vidas secas, seu quarto e último romance, voltado para o drama social e geográfico de sua região - melhor expressão de seu estilo, com ênfase regionalista. Um dos maiores romancistas da história da literatura brasileira e latina, Mestre Graça, como era carinhosamente tratado, morreu no Rio de Janeiro, em 1953, aos 61 anos.