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Autor: Antonio Candido
Editora: Ouro Sobre Azul
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O ensaio principal e mais extenso deste livro foi publicado em 1955 como introdução geral à obra de Graciliano Ramos no primeiro volume, Caetés, e pressupõe que há nela uma pesquisa progressiva da personalidade, quase sempre com manipulação ficcional de elementos autobiográficos, o que levou o romancista a ir passando para o relato direto da sua própria vida. O trânsito da ficção à confissão é evidente em Infância. Em todas as etapas dessa pesquisa angustiada, expressa por meio de uma escrita seca e admirável, transparece o negativismo de um escritor sem complacência consigo e com os outros, avesso às amenidades que costumam atrair o leitor. O ensaio seguinte, Os bichos do subterrâneo, é uma apresentação de cunho expositivo da obra de Graciliano, procurando fazer justiça a Angústia, que sofrera restrições no ensaio anterior, enquanto Memórias do cárcere, talvez supervalorizado nele, é visto como menos valioso que a obra ficcional. Os dois ensaios finais são exercícios sobre recepção das obras literárias. No aparecimento de Caetés aborda a “crítica local” de Maceió no momento da publicação do livro, bem compreendido e bem avaliado pelos intelectuais da cidade, os quais perceberam imediatamente a força do grande romancista que surgia. A propósito, Antonio Candido faz uma análise de tipo pouco freqüente da capa de Santa Rosa, encarada como uma espécie de crítica visual.
Título: Ficçao E Confissao
ISBN: 9788588777514
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 12 x 16
Páginas: 152
Ano copyright: 2012
Coleção:
Ano de edição: 2012
Edição: 4ª
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Autor: Antonio Candido
Antonio Candido nasceu em 1918, no Rio de Janeiro. Considerado o maior intelectual brasileiro, estabeleceu novos paradigmas para a crítica literária com sua atuação na revista Clima, nos anos 1940, e com o clássico Formação da literatura brasileira (1959). Sua extensa obra inclui livros como Tese e antítese, Literatura e sociedade e O discurso e a cidade, entre muitos outros. Foi professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), onde lecionou teoria literária e literatura comparada, e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde fundou o Instituto de Estudos da Linguagem. Como literato recebeu os prêmios Jabuti (1960, 1965, 1966 e 1993), Machado de Assis (1993), Camões (1998), Juca Pato (2007), entre outros. Antonio Candido faleceu em maio de 2017, aos 98 anos.