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Autor: Lima Barreto
Editora: BRASILIARIS
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Clara dos Anjos é um romance póstumo de Lima Barreto, cuja elaboração levou mais de uma década. Tema atualíssimo, a obra é uma denúncia das mais contundentes do preconceito social e racial vigente na sociedade brasileira. Ambientado no Rio de Janeiro de 1922, o autor retrata o tema da discriminação em que ele expõe, por meio de sua protagonista, uma jovem suburbana pobre e negra e sua dramática história; uma denúncia contundente com foco na discriminação da mulher negra e pobre, a visão machista dada às mulheres, a desigualdade social, o preconceito racial e a divisão de classes que ainda hoje, um século depois, ocorrem no Brasil.Filha de um carteiro e de uma dona de casa, Clara dos Anjos, jovem mulata do subúrbio carioca de Inhaúma, fica conhecendo Cassi Jones, rapaz de família rica e socialmente bem posta, numa roda de viola na casa de seus pais. Conquistador, sem caráter, Cassi é famoso por seduzir mulheres casadas e moças humildes, engravidando-as e destruindo suas vidas. Mesmo sabendo disso, Clara acaba se envolvendo com Cassi. Nesse relacionamento, a jovem é vítima da discriminação que cria um enorme fosso entre sua família negra e suburbana e a família branca e abastada de Cassi Jones.Apesar de apresentar um final satisfatório, Clara dos Anjos é um romance inacabado, segundo o próprio autor. A obra está inserida no contexto do pré-modernismo: é realista, antirromântica, apresenta crítica sociopolítica, mostra a realidade do subúrbio e denuncia o preconceito racial.
Título: Clara Dos Anjos
ISBN: 9788582653050
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 x 0,8
Páginas: 152
Ano copyright:
Coleção: Grandes Classicos Da Lingua Portuguesa - Vol. 49
Ano de edição: 2023
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
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Autor: Lima Barreto
Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 1881. A mãe, escrava liberta, morreu quando o filho tinha seis anos. A abolição da escravatura ocorreu em 1888, no dia de seu aniversário de sete anos, mas as marcas desse período, o preconceito racial e a difícil inserção de negros e mulatos na sociedade brasileira nunca deixaram de ocupar o centro de sua obra literária. Em 1900, o escritor deu início aos registros do Diário íntimo, com impressões sobre a cidade e a vida urbana do Rio de Janeiro. Lima Barreto começa sua colaboração mais regular na imprensa em 1905, quando escreve reportagens, publicadas no Correio da Manhã, sobre a demolição do Morro do Castelo, no centro do Rio, consideradas um dos marcos inaugurais do jornalismo literário brasileiro. Na mesma época, começa a escrever a primeira versão de Clara dos Anjos, livro que seria publicado apenas postumamente, e elabora os prefácios de dois romances: Recordações do escrivão Isaías Caminha e Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. No romance Recordações do escrivão Isaías Caminha, o jornal Correio da Manhã e seu diretor de redação são retratados de maneira impiedosa, e Lima Barreto tem então seu nome proscrito na grande imprensa carioca. O escritor passa a publicar crônicas, contos e peças satíricas em veículos como Fon-Fon, Careta e O Malho. Em 1911, escreve e publica Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetim do Jornal do Comércio. Postumamente saem Os bruzundangas e as crônicas de Bagatelas e Feiras e mafuás. Morreu no Rio de Janeiro, em 1922.