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Autor: Manoel de Barros
Editora: Alfaguara
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Um marco na trajetória de Manoel de Barros, Poesias, publicado originalmente em 1956, inaugura o projeto narrativo e estético que conquistou os leitores ao longo das décadas seguintes. A edição conta com fotos e documentos do acervo pessoal do autor e prefácio de Aline Bei.Poesias é o último título da tríade que compõe a primeira fase da escrita de Manoel de Barros. Ainda bastante urbano na temática e marcado pela experimentação, este é um livro onde as características principais da linguagem inaugurada por Manoel se encontram latentes. A atenção ao que parece desimportante indica a busca em desarrumar a lógica comum das coisas por meio de um modo de “desver” o mundo, como o próprio poeta diria. Para Italo Moriconi, convivem em Poesias, de um lado, a memória do menino do mato crescido em Corumbá e no Pantanal, e de outro, o poeta que sonda e explora a cidade grande.Pouco tempo depois da publicação de Poesias, e com a morte do pai, Manoel de Barros assumiu a fazenda no Pantanal, indo para lá com a mulher Stella e os filhos. A convivência direta com a paisagem pantaneira alteraria de vez sua escrita, intensificando ainda mais sua relação com a natureza e o rompimento com a “racionalidade” civilizatória. Manoel nos ensina que, para ser boa, a poesia tem que ser ilógica, “pois a razão diminui a poesia”.
Título: Poesias
ISBN: 9788556523884
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15 x 23 x 1
Páginas: 128
Ano copyright: 2026
Coleção:
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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Autor: Manoel de Barros
Manoel de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, em dezembro de 1916, e passou a infância no Mato Grosso do Sul, primeiro numa fazenda próxima a Corumbá, depois num internato em Campo Grande. Aos doze anos, foi estudar no Rio de Janeiro — cidade onde viveu por mais de trinta anos, antes de voltar ao Mato Grosso do Sul. Filho de fazendeiros, aos 13 anos começou a esboçar seus primeiros poemas. O livro de estreia, Poemas concebidos sem pecado, foi publicado em 1937. No início da década de 50, Manoel de Barros voltou para o Pantanal de sua infância e assumiu definitivamente a fazenda que fora de seus pais, onde conciliou as atividades de fazendeiro e poeta. Levantava-se às cinco da manhã e ia para o escritório trabalhar por quatro horas diárias, escrevendo e lendo para "desenvolver o imaginário". Perfeccionista, Manoel de Barros não hesitava em reescrever dezenas de vezes um poema, até que ficasse satisfeito com o resultado. Era no Pantanal, no meio de um dos ecossistemas mais ricos do planeta e caminhando pelas ruas das pequenas cidades, que encontrava a inspiração para sua obra, na fala do povo, no vocabulário do homem pantaneiro. O resultado é uma linguagem própria que ele chamava de “idioleto manoelês archaico”. Recebeu diversos prêmios, entre eles: o Prêmio Nacional de Poesias, em 1966, com Gramática expositiva do chão, o Prêmio Jabuti, em 1987, com O guardador de águas, o Prêmio Biblioteca Nacional em 1996, e o Prêmio Nestlé de Literatura em 1997, por Livro sobre o nada, e o Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, em 1998, pelo conjunto da obra. Faleceu em novembro de 2014, aos 97 anos. Manoel de Barros foi tema do documentário Só dez por cento é mentira, do diretor Pedro Cezar, exibido em 2010.