A cidade

Autor: Joao do Rio
Editora: Contra Capa

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Sinopse

Reúnem-se aqui 115 crônicas publicadas por João do Rio em duas colunas, “A cidade” e “A vida do Rio”, do jornal Gazeta de Noticias, de maio de 1903 a março de 1904. Em conjunto, atestam a construção do personagem criado por Paulo Barreto como um observador da vida citadina em seus múltiplos planos, num momento em que a então capital federal passava por um processo de transformação não apenas urbanística, mas também sociocultural. Ao acompanhar de perto, no calor das ruas, o intenso crescimento por que passava a cidade, o autor acabou por se consagrar como um cronista urbano por excelência. Por meio de temas como a repressão policial no Carnaval, as inundações periódicas no verão carioca, o problema da greve dos cocheiros ou a nova moda dos passeios noturnos a Copacabana, seus textos nos permitem acessar aspectos pouco conhecidos do período, bem como entrar em contato com os primórdios da profícua relação que estabeleceu entre sua escrita e aspectos da vida social como arena de disputas e conflitos entre diferentes formas de viver, experimentar e agenciara urbanização nos primeiros anos do século XX.

Dados

Título: A Cidade

ISBN: 9788577402601

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 15,5 x 23

Páginas: 272

Coleção: Rio De Cronicas

Ano de edição: 2017

Edição:

Participantes

Autor: Joao do Rio

Organizador: Lara Jogaib | Julia O'Donnell

Autor

JOAO DO RIO

João do Rio é o pseudônimo literário de Paulo Barreto, cujo nome completo é João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto. Jornalista, cronista, contista e teatrólogo, João do Rio nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 5 de agosto de 1881. Seu pai, o educador Alfredo Coelho, era adepto do Positivismo, e batizou o filho na igreja positivista, esperando que o pequeno Paulo viesse a seguir os passos de Teixeira Mendes. Mas Paulo Barreto jamais levaria a sério a igreja comtista, nem qualquer outra, a não ser como tema de reportagem. Fez os estudos elementares e de humanidades com o pai. Aos 16 anos, ingressou na imprensa. Em 1918, estava no jornal Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio e o seu grupo de colaboradores. Surgiu então o pseudônimo de João do Rio. A princípio, seu objetivo ao adotar um nome genérico era permanecer anônimo. Contudo, foi por meio dessa designação que ele se tornou um marco na crônica urbana carioca. Seguiram-se outras redações de jornais, e João do Rio se notabilizou como o primeiro homem da imprensa brasileira a ter o senso da reportagem moderna. Começou a publicar suas grandes reportagens, que tanto sucesso obtiveram no Rio e em todo o Brasil, entre as quais "As religiões no Rio" e inquérito "Momento literário", ambos reunidos depois em livros. Nos diversos jornais em que trabalhou, ganhou enorme popularidade, consagrando-se como o maior jornalista de seu tempo. Usou vários pseudônimos, além de João do Rio, destacando-se: Claude, Caran d’ache, Joe, José Antônio José. Foi o criador da crônica social moderna. Como teatrólogo, teve grande êxito a sua peça A bela madame Vargas, representada pela primeira vez em 1912, no Teatro Municipal. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 7 de maio de 1910. Faleceu em 23 de junho de 1921.