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Autor: Nei Lopes
Editora: Mórula Editorial
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A narrativa evoca desde a infância no seio da numerosa família formada por vários filhos e netos de ex-escravizados no subúrbio de Irajá (Zona Norte do Rio de Janeiro) até a notável carreira de artista multifacetado e incansável, com mais de quatrocentas canções compostas e cinquenta livros lançados ao longo de meio século de fecunda criação musical, literária e gráfica. A obra se estrutura em duas partes: a primeira é dedicada ao relato de sua trajetória pessoal, profissional e sociocultural desde a década de 1940 até 2025; a outra contempla uma seleta galeria iconográfica de eventos e personagens que constituem as “doces lembranças” e as “eternas saudades” do nosso griô. O texto de Nei, por sua vez, está ainda acompanhado por uma série de depoimentos sobre o autor prestados por intelectuais, acadêmicos, jornalistas e artistas que conviveram com o “robusto” menino em distintas etapas e esferas de sua trajetória.Luiz Ricardo Leitão & Marcelo BrazA riqueza polirrítmica da obra de Nei Lopes ressoa viva nas páginas a seguir. Reconhecemos de imediato o estilo de sua escrita: “Passando a régua nas improváveis oito décadas e uns quebrados vividos”, parece que Nei conversa com o leitor em uma mesa de cerveja e samba — talvez durante um dos deliciosos eventos em torno de seus livros, promovidos pela livraria Folha Seca na Rua do Ouvidor. Essas festas de livro com samba dão um gostinho de ocupação, justa e reparatória, do centro histórico do Rio de Janeiro; daquela Pequena África que não tem fronteiras porque o território negro — assim como do povo originário — é toda a cidade, aliás, toda a nação!Elisa Larkin NascimentoNei Lopes é, para mim, um renascentista. Eu quero mesmo dizer que ele é um polímata, isto é, alguém que, numa encruzilhada diante de várias placas de conhecimento, não segue apenas o caminho indicado por uma delas, mas por várias. Publicitário, compositor, romancista, contista, poeta, pesquisador da cultura banto-brasileira, dono de texto invejável, Nei é também um daqueles iluministas que não abrem mão da convicção de que soberania é algo a ser buscado nas vísceras da nação, do povo, portanto.Muniz Sodré
Título: O “Robusto” Menino De Irajá: Doces Lembraças, Eternas Saudades
ISBN: 9786561281713
Idioma: Português
Encadernação: Capa dura
Formato: 16 x 23
Páginas: 392
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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Antônio Vieira (Lisboa, 06/02/1608 — Salvador, 18/07/1697). Em 1616 sua família transferiu-se para Salvador (Bahia). Estudou no colégio jesuíta e entrou na Companhia de Jesus em 1623. D. João IV nomeou-o pregador régio em 1644 e de 1646 a 1650 ocupou-o em diversas embaixadas na França, Inglaterra, Holanda e Roma. De 1652 a 1661 foi Superior e Visitador das missões do Maranhão e Pará. Entre 1658 e 1660 redigiu o Regimento das Aldeias. O estatuto interno das missões portuguesas da Companhia de Jesus no Maranhão, Pará e Amazonas vigorou durante um século. Em seguida a uma revolta dos colonos, foi desterrado para o Porto em 1662 e denunciado à Inquisição por causa de seus escritos, sobretudo Esperanças de Portugal, quinto império do mundo. Para retirar a censura jurídica, apelou a Roma. Aí deslumbrou a corte pontifícia com sermões e discursos, e persistiu no combate contra o estilo da Inquisição portuguesa. Voltou para a Bahia em janeiro de 1681 e preparou suas obras para a publicação (Sermões e Chave dos profetas). Diplomata, reformador social, apóstolo e protetor dos índios, administrador, pregador e literato, com a palavra falada e escrita, sustentou ásperas batalhas a favor da pátria, da liberdade dos índios e dos cristãos novos. Vieira foi uma das maiores figuras do pensamento luso-brasileiro do século XVII. Pregava com a mesma facilidade, compreensão, elevação e beleza formal a escravos negros de um engenho de açúcar, a índios de catequese nas ribeiras do Amazonas, em momentos de crise nacional - despertando as consciências contra a invasão holandesa de Pernambuco e a castelhana de Alentejo - e sentia-se à vontade nos púlpitos da Bahia, do Maranhão, da capela real de Lisboa e da corte pontifícia de Roma.