Home › Livros › Humanidades › Filosofia
“Nada mais frágil do que a faculdade humana de admitir a realidade, de aceitar sem reservas a imperiosa prerrogativa do real. Esta faculdade falha tão freqüentemente que parece razoável imaginar que ela não implica o reconhecimento de um direito imprescritível – o do real a ser percebido –, mas representa antes uma espécie de tolerância, condicional e provisória”, escreve o autor. “Tolerância que cada um pode suspender à sua vontade, assim que as circunstâncias o exijam: um pouco como as aduanas que podem decidir de um dia para outro que a garrafa de álcool ou os dez maços de cigarros –“tolerados” até então – não passarão mais. (...) O real só é admitido sob certas condições e apenas até certo ponto: se ele abusa e mostra-se desagradável, a tolerância é suspensa. Uma interrupção de percepção coloca então a consciência a salvo de qualquer espetáculo indesejável. Quanto ao real, se ele insiste e teima em ser percebido, sempre poderá se mostrar em outro lugar.”A tradução e a apresentação do volume são assinadas pelo doutor em filosofia José Thomaz Brum: “Este ensaio, que reúne gravidade, concisão e humor, aborda o célebre tema do duplo (Rank, Chamisso, Dostoiévski...) trazendo-o para sua origem: a recusa do real. É aí que se apresenta, pela primeira vez, a idéia do real como idiota, segundo a etimologia do grego idiotès, único e singular.”
Título: O real e seu duplo: ensaio sobre a ilusao
ISBN: 9788503009232
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 12 x 18,5
Páginas: 123
Ano copyright: 1976
Coleção: Sabor Literario
Ano de edição: 2008
Edição: 2ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código: