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Há mais de 500 anos houve um pequeno povo, oriundo de um minúsculo pedaço da Europa, que descobriu, diz-se por engano, um pedaço da costa sul-americana. E depois mandou para lá mais naus. E mais gentes. Por lá atacou índios e foi atacado por eles, aliou-se a nativos, procriou com índias, trouxe negros da África, procriou com negras, mandou jesuítas pregarem terra adentro, meteu-se em cultivos e garimpos, perambulou pelo sertão, navegou por rios parecidos com o mar. Ainda lidou com a cobiça de outros países europeus sedentos em filar seu quinhão. Tudo isso só poderia resultar em sangue e crueldade, mas bem misturado com coragem e sagacidade.Neste livro, Pedro Almeida Vieira mostra como um “rato” (Portugal) pariu uma “montanha” (Brasil). Com ilustrações de Enio Squff, a obra relata 25 dos mais fundamentais episódios da História colonial. Conhecer isto, por meio da pena de um português, talvez ajude a compreender por que o Brasil nasceu quase sem dramas (ao contrário dos outros países sul-americanos), e depois cresceu assim, como se sabe. A “culpa”, sempre se pode dizer, foi do português, claro. E o autor, português, até concordará.
Título: Assim Se Pariu O Brasil: Tres Seculos De Invasoes, Guerras, Rebelioes E Outras Calamidades Do Periodo Colonial Ao Nascimento Do Brasil
ISBN: 9788543103402
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15,7 x 23
Páginas: 320
Ano copyright: 2016
Coleção:
Ano de edição: 2016
Edição: 1ª
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Pedro Almeida Vieira nasceu na cidade portuguesa de Coimbra em 1969 e vive em Lisboa. Licenciado em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora, divide seu tempo entre o jornalismo, a investigação acadêmica e a escrita. Entre outros periódicos, colaborou na revista Grande Reportagem e no semanário Expresso. Além de ensaios na área ambiental, publicou quatro romances (Nove mil passos, O profeta do castigo divino, A mão esquerda de Deus e Corja maldita), dois volumes de narrativas históricas (Crime e castigo no país dos brandos costumes e Crime e castigo – O povo não é sereno) e diversos contos em revistas ou antologias. Redescobriu também o (até então ignorado) primeiro romance moderno português, O estudante de Coimbra, escrito originalmente em 1840-1841 por Guilherme Centazzi, tendo sido responsável pela preparação da edição científica dessa obra em 2012.