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"Nação crioula não prende o leitor apenas por sua história bem contada e assumidamente novelesca. Seus méritos são mais complexos. A narrativa tem lugar principalmente no fluxo transatlântico entre o Brasil e Angola do século passado, mostrando a invenção de um Atlântico que não é só negro, mas essencialmente mestiço, propiciador de mestiçagens, espaço de trocas de mercadorias, corpos e ideias. Tudo em Nação crioula é mestiço. A começar pela estratégia literária de tomar emprestado uma 'personagem' de outro autor, o Fradique Mendes de Eça de Queiroz. E transformar o próprio Eça em personagem de ficção. As trocas retratadas em Nação crioula, o desejo de repensar a grande e intensa relação entre Angola e o Brasil, incluindo aí a importância dessa relação para a constante recriação das identidades culturais brasileiras e angolanas contemporâneas, surgem então não como indícios de uma possível utopia nunca realizada, mas como uma espécie de realidade paralela, muitas vezes propositadamente ignorada, que liga, há séculos, as culturas dos países lusófonos. O trabalho 'transatlântico' de José Eduardo Agualusa busca tornar essa realidade mais visível e atuante, multiplicando as possibilidades de contato." Hermano Vianna
Título: Naçao Crioula
ISBN: 9788560160716
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13 x 18
Páginas: 208
Ano copyright: 1997
Coleção: Ponta De Lanca
Ano de edição: 2011
Edição: 1ª
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Autor: Jose Eduardo Agualusa
Nasceu em Huambo, Angola, em 1960. Estudou silvicultura e agronomia em Lisboa. Iniciou a carreira literária em 1988, com A conjura. Entre seus livros, traduzidos para mais de vinte idiomas, destacam-se os romances Nação crioula, O vendedor de passados (prêmio de ficção estrangeira do jornal inglês The Independent) e As mulheres do meu pai, os volumes de contos Fronteiras perdidas e Catálogo de sombras, além das peças de teatro Chovem amores na rua do Matador (com Mia Couto) e Aquela mulher. Divide seu tempo entre Luanda e Lisboa.