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Autor: Angela Carter
Editora: Companhia das Letras
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Durante o início da década de 1990, a escritora inglesa Angela Carter coletou em dois volumes, para a editora Virago, contos de fadas do mundo inteiro, tendo concluído a segunda coletânea pouco antes de morrer. 103 contos de fadas, baseado em uma edição póstuma publicada na Inglaterra em 2005, reúne pela primeira vez todas as histórias organizadas por Carter, formando um verdadeiro e extenso painel do folclore mundial e das tradições narrativas dos mais variados povos, do Ártico à Ásia. Mas apesar do nome, há poucas fadas nessas páginas, e o leitor também terá dificuldades em encontrar príncipes encantados e similares.Escritas em uma época em que esse tipo de história não era destinado a crianças, as fábulas aqui contidas dão lugar a uma série de tias malévolas, esposas traiçoeiras, irmãs excêntricas e perigosas feiticeiras. Por terem sido registrados em papel pela primeira vez nos últimos duzentos ou trezentos anos, os contos oferecem — correndo por detrás da trama — um retrato do dia-a-dia no mundo pré-industrializado e um pouco das dinâmicas sociais e outros detalhes que com o tempo se perderam. Mais que isso, na tradição das histórias italianas reunidas por Italo Calvino, estes contos de fadas oferecem um registro precioso de algumas matrizes que posteriormente acabaram sendo assimiladas pela literatura ocidental.
Título: 103 contos de fadas
ISBN: 9788535910896
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 22,5
Páginas: 499
Ano copyright: 1992
Coleção:
Ano de edição: 2007
Edição: 1ª
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Legenda:
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Angela Carter nasceu em Sussex, na Inglaterra, em 1940, e morreu em 1992. Formou-se em literatura na Universidade de Bristol, atuou como jornalista, escreveu ensaios, poemas, críticas, scripts para rádio, contos infantis e colaborou com o cineasta Neil Jordan na criação do roteiro de A companhia dos lobos, baseado em O quarto do Barba-Azul, de sua autoria. Recebeu os seguintes prêmios: John Llewellyn Rhys em 1967, por The magic toyshop; Somerset Maugham em 1968, por Several perceptions; Cheltenham Festival of Literature em 1979, por O quarto do Barba-Azul; e James Tait Black Memorial em 1985, por Noites no circo.