Fiat lux

Autor: Paula Abramo
Editora: Editora 34

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Sinopse

Livremente inspirada em memórias familiares e nas cartas escritas por seu avô Fúlvio Abramo nas décadas de 1930 e 1940, em Fiat Lux a poeta mexicana Paula Abramo recria desde dentro a trama de vozes, lugares e acontecimentos que definiu a trajetória de um punhado de homens e mulheres, cujos destinos se forjaram no calor da ação política.Um dos núcleos do livro é também um episódio central da luta política brasileira — a batalha ocorrida na Praça da Sé, centro de São Paulo, em outubro de 1934, quando um pequeno número de militantes socialistas e anarquistas enfrentou uma manifestação de cinco mil integralistas. Entre os ativistas de esquerda estavam não apenas nomes como Mário Pedrosa, o próprio Fúlvio e outros membros da família Abramo, mas muita gente anônima, figuras esquecidas que, como já observou Antonio Candido, “formam o miolo da história e por vezes exprimem o que há nela de mais humano”.Escrito a partir de um duplo exílio — o do avô, que fugiu da polícia de Vargas em 1938, e o do pai, que se refugiou no México para escapar à ditadura militar dos anos 1960 —, Fiat Lux conecta distintas gerações e geografias e, graças à tradução de Gustavo Pacheco, devolve à cultura brasileira uma experiência que é nossa, mas estava afastada de nós.

Dados

Título: Fiat Lux

ISBN: 9786555252781

Idioma: Português, Espanhol

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21 x 1

Páginas: 128

Ano copyright: 2026

Coleção: Poesia

Ano de edição: 2026

Edição:

Participantes

Autor: Paula Abramo

Tradutor: Gustavo Pacheco

Autor

GUSTAVO PACHECO

Gustavo Pacheco (Rio de Janeiro, 1972) é doutor em Antropologia pelo Museu Nacional/UFRJ. Como diplomata trabalhou em Buenos Aires, na Cidade do México e em Brasília, onde vive atualmente. Alguns humanos (2018) é seu primeiro livro. Antes, publicou contos nas revistas Lado 7 e Coyote e nas revistas virtuais Flaubert e Modo de usar & co. Traduziu Águas-fortes cariocas, de Roberto Arlt (2013), Prosas apátridas, de Julio Ramón Ribeyro (2016) e O espírito do meu pai continua a subir na chuva, de Patricio Pron (2018).