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“Esta Árvore Dourada que Supomos” é o terceiro romance publicado por Nei Lopes. Trata-se da história de uma família carioca formada por Vagner Adriano, Maura Rivera e seus três filhos. Vagner é um conceituado professor negro e Maura tem suposta ascendência espanhola. A investigação sobre a herança genética da família é o tema central desta história. O filho mais novo do casal, Marcelinho, é portador de anemia falciforme, doença que atinge majoritariamente indivíduos afrodescendentes. A responsabilidade pela doença repousa sobre Vagner, que é veladamente discriminado pelo sogro, orgulhoso da sua origem européia. Paradoxalmente, a mais provável cura do menino está sendo estudada pelo médico ganense, Dr. Nketsia. Ao narrar a história dos antepassados desta família, o autor passa ao largo do fluxo cronológico e utiliza-se de recursos de flashback e realismo mágico. A jornada da família ilustra a realidade da sociedade carioca, construída pela mistura entre brancos e negros em uma sociedade heterogênea.
Título: Esta Arvore Dourada Que Supomos
ISBN: 9788581110783
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15,5 x 22
Páginas: 200
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2011
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
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Autor: Nei Lopes
Nei Lopes nasceu em 1942, no subúrbio de Irajá, na cidade do Rio de Janeiro. Um dos mais importantes intelectuais e artistas da cultura brasileira contemporânea, é bacharel em Direito e Ciências Sociais, e doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Destacou-se como compositor e intérprete de samba, com parcerias memoráveis, como a que teve com Wilson Moreira, com quem criou o clássico “Senhora Liberdade”. Atuou nas escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro e Unidos de Vila Isabel, e gravou álbuns marcantes como A arte negra de Wilson Moreira e Nei Lopes (1980) e Samba de fundamento (2012). Além de compositor, Nei Lopes é poeta e ficcionista, com obras como o poemário Poétnica (Mórula, 2014) e o romance Rio Negro, 50 (Record, 2015), sempre ancoradas na cultura negra brasileira. Com mais de vinte títulos publicados, também é coautor, ao lado de Luiz Antonio Simas, de títulos fundamentais como Dicionário da história social do samba (Civilização Brasileira, 2015), Filosofias africanas (Civilização Brasileira, 2020) e Bantos, malês e identidade negra (Autêntica, 2021).