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Autor: Edyr Augusto
Editora: Boitempo
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Cuidado, você pode estar nessas páginas. Se não é você é seu vizinho, aquele playboy do restaurante, o político envolvido em escândalos, o radialista mala ou o policial bonachão. Nos contos de Selva concreta, a ficção de Edyr Augusto Proença passeia por um universo underground, de máfia, drogas, prostitutas e vícios. Uma Belém infestada de sujeira e problemas comuns a qualquer capital grande e com crises sociais de distribuição de renda e abuso de poder. É a cidade que eu vivo, que você vive. Mesmo quem não está em Belém e nunca a visitou mergulha fundo nos enredos mundanos e bem narrados de Selva concreta. Aqui o policial ainda tem um papel sedutor e em busca de justiça, na parceria quase que forçada com o radialista sedento por um furo jornalístico. Em todos os contos, os personagens principais são o policial Gilberto Castro e o radialista Orlando Urubu. Por mais que os contos de Selva concreta não estejam diretamente ligados, eles são costurados por enredos, ainda que fictícios, que podem incomodar, despertar a curiosidade ou parecer heroicamente revelador.
Título: Selva Concreta
ISBN: 9788575592861
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 x 0,7
Páginas: 112
Ano copyright: 2012
Coleção:
Ano de edição: 2012
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
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Autor: Edyr Augusto
Edyr Augusto Proença é um escritor e jornalista paraense, vencedor do prêmio Caméléon. Nascido em Belém, em 1954, inicia sua carreira como dramaturgo no final dos anos 1970. Escritor e diretor de teatro, Edyr trabalhou como radialista, redator publicitário, autor de jingles além de produzir poesia e crônicas. Filho do escritor e radialista Edyr de Paiva Proença, sua estreia como romancista se dá em 1998, com a publicação de Os éguas. Quadro desolador da metrópole amazonense, o "thriller regionalista" mergulha no ritmo frenético da decadência e da violência urbana. Muito apegado à sua região do Pará, Edyr Augusto ancora lá todas as suas narrativas. Em 2001 lança Moscow, seu segundo romance, seguido de Casa de caba, em 2004. Em 2012 lançou Selva Concreta. Os thrillers escritos por Edyr Augusto são conhecidos por representarem o que há de mais interessante na literatura contemporânea paraense, mas com temas identificáveis em qualquer cenário urbano. Sua linguagem é coloquial, típica da região, compondo um retrato perfeito da oralidade local. A temática urbana, com uma trama de suspense que se desenrola por bares, botecos, restaurantes, delegacias, clubes e motéis, ecoa a tradição policialesca noir. É nesse encontro que se configura o estilo singluar da obra de Edyr Augusto.