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Autor: Nicolau Maquiavel
Editora: Martins Fontes - Martins
LIVRO INDISPONÍVEL
R$ 141,22
em até 3x sem juros
Nos Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio, Maquiavel se compara aos grandes navegadores e afirma estar consciente dos riscos que está correndo ao propor percorrer novos caminhos na esfera do pensamento. A obra de Maquiavel deve ser pensada sob o signo do novo. Novidade tramada no convívio com o passado, construída pela leitura dos humanistas, e tecida num confronto sinuoso com as crenças mais arraigadas dos séculos anteriores sobre a natureza da política e das ações dos homens. Ao buscar superar seu tempo e empreender uma navegação nos mares da teoria política, ele sabia que estava entrando em um terreno perigoso e quase tão arriscado quanto aquele dos aventureiros e desbravadores. Para ele, o novo se conjuga com o perigo. Pensar contra seu tempo implica em correr riscos; contrariar o estabelecido pela tradição pode levar o autor a desagradar a todos sem contentar a ninguém. Ele sabia, entretanto que as formas antigas de pensar a política estavam esgotadas e que não existe outro caminho para os descobridores do que o dos mares revoltos. Permanecer em terra firme, naquele momento, podia evitar o perigo do naufrágio, mas não o conduziria a novas terras. Como os bons navegadores, no entanto, Maquiavel sabia que não se pode começar uma aventura sem antes calcular todos os riscos, sem levar a bordo as ferramentas de que dispomos no presente e que nos foram legadas pelo passado, mesmo se algumas delas venham a se revelar inúteis ao longo da travessia.
Título: Discursos sobre a primeira decada de tito livio
ISBN: 9788533623163
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 20
Páginas: 471
Ano copyright:
Coleção: Obras De Maquiavel
Ano de edição: 2007
Edição: 1ª
Região:
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Legenda:
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Nicolau Maquiavel nasceu em Florença, Itália, em 1469. Pouco se sabe de sua vida até 1498, quando ele foi nomeado secretário e segundo chanceler da República Florentina. Durante sua permanência no cargo, viajou em missão à corte de Luís XII e à do imperador Maximiliano; esteve com César Bórgia na Romanha e, tendo observado a eleição papal de 1503, acompanhou Júlio II em sua primeira campanha de conquista. Em 1507, na qualidade de chanceler dos recém-nomeados Nove di Milizia, organizou uma força de infantaria que participou da captura de Pisa em 1509. Três anos mais tarde, ela foi derrotada pela Liga Santa em Prato, os Médici retornaram a Florença, e Maquiavel viu-se excluído da vida pública. Depois de sofrer prisão e tortura, recolheu-se em sua propriedade rural nas imediações de San Casciano, onde, em companhia da esposa e dos seis filhos, se dedicou a estudar e escrever. Entre suas obras figuram O príncipe, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio, A arte da guerra e a comédia A mandrágora, uma sátira sobre a sedução. Em 1520, o cardeal Giulio de Médici encomendou-lhe uma história de Florença, que ele concluiu em 1525. Após um breve retorno à vida pública, Maquiavel faleceu em 1527.